O Núcleo das Comunidades Estrangeiras do Juntos Pelo Povo (JPP), assegura que tem acompanhado “com atenção redobrada” a situação política, administrativa e humanitária da Venezuela. “Numa altura em que proliferam noticias falaciosas, o Núcleo pauta-se ‘pelo rigor da informação que partilha, fazendo-o após verificação da mesma’”, refere o próprio numa comunicação à imprensa.
Assim, “é com imensa satisfação que recebemos a notícia da libertação de Pedro Fernandez, médico lusodescendente, filho de pai madeirense”, escreve a mesma fonte, que destaca que esta é a segunda libertação de um preso político lusodescendente, confirmada pela ONG Foro Penal nos seus canais oficiais, após a libertação de Carla da Silva, libertada depois de cinco anos de prisão.
A expectativa do JPP um mês depois da captura de Nicolás Maduro é de que, ainda antes da votação de proposta de Lei de Amnistia na Assembleia Nacional, dirigida aos presos políticos detidos durante o período chavista, anunciada pela presidente interina do Governo Delcy Rodrigues, “possamos assistir à libertação de mais alguns presos políticos, não apenas lusodescendentes, mas todo e qualquer preso que tenha sido encarcerado de forma injusta, indigna e apenas por pensar diferente, por exigir uma Venezuela diferente.”
Mariusky Spínola, coordenadora do Núcleo das Comunidades e Marcos Da Silva, coordenador do Núcleo Venezuelano, enaltecem ainda a retoma dos voos da TAP para a Venezuela, já a partir de março deste ano e depois de vários meses de suspensão.
Esta retoma é um pequeno indicador de que a normalidade, a democracia e os direitos da população continuam a ser almejados e que, eventualmente, a República Bolivariana da Venezuela começa lentamente a dar sinais de recuperação, transversais a vários sectores, mas ainda sem soluções concretas para resolver a crise humanitária e a melhora efetiva da vida de quem segue no país.
O Núcleo das Comunidades do JPP conclui dizendo que aguarda com expetativa pela “estabilização, recuperação e transição do país” na certeza de que estará atento e solidário com a situação da Venezuela, e dos venezuelanos e lusodescendentes a viver no país e na diáspora.