Micaela Freitas, secretária regional da Saúde e Proteção Civil, sobre o pedido de escusa dos 77 enfermeiros, afirmou que “vamos contratar ainda durante este mês cerca de 16 a 18 enfermeiros”.
“Alguns deles certamente vão para o serviço de urgência, que é o serviço que apresentou os pedidos de escusa”, afirmou, reforçando que “este é um trabalho que tem de ser contínuo. É importante salientar toda a coordenação que afeta, não só pelo Conselho de Administração, mas também pela Direção de Enfermagem, que, no fundo, é também quem indica a distribuição necessária dos enfermeiros a esse trabalho conjunto”.
“Ainda no sábado estivemos no serviço de urgência, com os enfermeiros, com todas as equipas que estavam lá. É verdade que nós temos um peso maior neste momento, porque temos mais pessoas a aguardar internamentos nos corredores da urgência, face ao elevado volume de altas clínicas”, explicou a governante, afirmando que a tutela está “sempre a tentar encontrar soluções que não passam só pela saúde, passam também pela social, passam pelas famílias, passam por todos nós”.
Quando questionada se as contratações previstas dariam para colmatar a situação, a governante afirmou que “segundo a informação do diretor de Enfermagem, sim, dá para colmatar, para já”.
Segundo noticiou também o JM, a Ordem dos Enfermeiros realizou, na passada segunda-feira, uma visita técnica de acompanhamento do exercício profissional ao serviço de urgência. Micaela Freitas confirma que “é verdade que ontem também esteve a Ordem dos Enfermeiros, que irá fazer o seu relatório e que nós teremos em conta, obviamente, e daí sairão os números corretos, porque essa também é uma função da Ordem dos Enfermeiros”.
“De qualquer maneira, nós estamos também o diretor de Enfermagem já encontrou ali um número, que não vou adiantar, que será o ideal para fazer face a esta necessidade, que decorre também, como já disse, do número de internamentos que nós temos nas urgências”, explicou, acrescentando que “o SESARAM tem mais enfermeiros no serviço de urgência do que o rácio normal, daquele que é exigido para um serviço de urgência”. “Se tivermos em conta as camas de internamento e as altas clínicas, já fica aquém do que é desejável”.
Micaela Freitas salienta que “os serviços estão a ser prestados, os enfermeiros estão a fazer um excelente trabalho enfermeiros, médicos e assistentes operacionais, todos os profissionais do serviço de urgência, e os tempos de atendimento estão a ser cumpridos”, concluiu.