Na apresentação do 3.º Inventário Florestal da Madeira, iniciativa promovida pela Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, o secretário regional, Eduardo Jesus, frisou o valor estratégico essencial para o conhecimento aprofundado, assim como para a monitorização contínua e a gestão sustentável da floresta madeirense.
“Gostaria de destacar a continuidade e a maturidade desta política florestal. Nós já vamos no terceiro inventário. Em boa hora se produziu o primeiro em 2018, o segundo em 2015 e este em 2025. E isto permite concluir que tem havido um trabalho que é contínuo no tempo e que tem uma profundidade científica que nos dá conforto para poder começar e decidir melhor”, começou por referir Eduardo Jesus, sustentando também o papel da Laurissilva em “todo o nosso património florestal”.
Advogou que, de acordo com dados recentes, a área da Laurissilva tem vindo a crescer, apresentando-se superior em cerca de 6% ao que era há algum tempo atrás.
“Também sublinhar a inovação tecnológica e o avanço que nos permite neste tipo de trabalho”. Mais disse que, como qualquer instrumento de planeamento, “é fundamental, primeiro, conhecermos a nossa realidade. Segundo, para determinar as políticas que têm que ser desenvolvidas. E se esse conhecimento não existir, as políticas não são adequadas. E depois temos de monitorizar, temos de acompanhar”.
Este novo inventário constitui uma ferramenta fundamental de apoio à definição de políticas públicas e estratégias de conservação, valorização e resiliência dos ecossistemas florestais da Região Autónoma da Madeira.