O Governo Regional vai avançar com a expansão do Sistema de Deteção de Incêndios Florestais (SDIFRAM), integrado no Sistema Regional de Monitorização de Riscos Naturais, com o objetivo de reforçar a vigilância e deteção de incêndios florestais na Região. A iniciativa é da responsabilidade da Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas, através do Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC).
A expansão do SDIFRAM integra uma segunda fase de desenvolvimento do projeto e prevê a instalação de 52 novas câmaras de videovigilância, que se somam às nove já em funcionamento, ampliando a cobertura da rede para praticamente toda a ilha da Madeira. O investimento desta segunda fase ronda os 4 milhões de euros e a conclusão dos trabalhos está prevista até ao final de 2027.
Para avançar com esta fase será lançado um concurso público para a expansão do “Sistema de Deteção de Incêndios Florestais em Zonas de Orografia Complexa – Expansão”, destinado à aquisição e instalação do novo equipamento. O anúncio foi feito pelo Secretário Regional de Equipamentos e Infraestruturas, Pedro Rodrigues, durante uma visita ao Montado do Paredão, onde a primeira fase de desenvolvimento do SDIFRAM já está em funcionamento. “O Governo Regional vai avançar com a expansão do Sistema de Deteção de Incêndios Florestais ampliando a cobertura da rede de videovigilância com recurso a tecnologia mais avançada que irá assegurar a deteção precoce de fogos florestais, sendo sempre o objetivo primordial o de aumentar a segurança da nossa população e proteger o património natural da Região”, afirmou Pedro Rodrigues.
A visita contou ainda com a presença do Diretor do Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC), Pimenta de França, e de técnicos do LREC.
Como funciona?
O SDIFRAM permite avaliar e georreferenciar, em permanência, o risco de ocorrência de incêndios florestais, sobretudo em cenários de condições climatéricas adversas, com base na modelação numérica dos principais fatores que potenciam estes fenómenos.
O Subsistema combina uma componente automática de cálculo e qualificação do risco, baseada na análise dos dados recolhidos pela rede de monitorização, e uma componente de televigilância, com comando semiautomático ou manual remoto, que permite acompanhar e verificar, em tempo real, a evolução dos incêndios. Os equipamentos conseguem detetar fogos com cerca de dois metros quadrados a uma distância até cinco quilómetros, dispondo ainda de capacidade de ampliação até dez quilómetros.
Refira-se que o Subsistema de Deteção de Incêndios Florestais da RAM tem permitido reforçar os meios de vigilância e a capacidade de resposta operacional, contribuindo para a proteção de pessoas, bens e do património natural.
No âmbito desta operação, está ainda prevista a instalação de um Centro de Processamento de Dados na sede do LREC, bem como dois Centros de Comando e Visualização — no Serviço Regional de Proteção Civil e no IFCN — e 11 serviços de visualização e acompanhamento, a implementar em articulação com os serviços municipais de proteção civil.
As infraestruturas a criar serão alimentadas por painéis solares e baterias, garantindo a sua operacionalidade mesmo em situações de risco, e estarão interligadas através de uma rede de telecomunicações proprietária, assegurando a transmissão contínua de dados até ao centro de processamento.