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Escola contemporânea “tem de ir mais além” de ensinar a ler e escrever, defende Ireneu Barreto

Data de publicação
08 Junho 2024
10:39

Decorreu este sábado a cerimónia de entrega de prémios do Concurso Literário ‘Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas’, no Palácio de São Lourenço, uma iniciativa que, seguindo a tradição, “se vira para o futuro, como convém a qualquer sociedade saudável”, sublinhou, na ocasião, o representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto.

Na oportunidade, o representante da República enalteceu que no ano em que se assinalam os 500 anos do nascimento de Camões, este concurso literário adquire “um especial simbolismo, porquanto não haverá melhor forma de celebrar um poeta do que a sua leitura, estudo e inspiração.” “A nossa língua é uma riqueza que, com mais ou menos sotaques, partilhamos com 280 milhões de pessoas, sendo a quinta língua mais falada do mundo”, afirmou.

Dirigindo-se aos alunos que foram, nesta iniciativa, “incentivados a exercitar, com imaginação e criatividade”, Ireneu Barreto lembrou também o assinalar dos 50 anos do 25 de Abril, lembrando que, há meio século, “a taxa de analfabetismo era de 25%”.

“A generalização do ensino é, não hesito em dizê-lo, uma das maiores conquistas da nossa democracia”, sublinhou Ireneu Barreto, que considera que, “entre todas as aprendizagens realizadas, a leitura e a escrita são verdadeiramente superpoderes”, que proporcionam “a faculdade de compreender o Mundo, através da formação holística e da criatividade”.

Para além de permitir viajar e conhecer outros mundos, a leitura, prosseguiu, permite-nos “aceder à informação, saber o que verdadeiramente se passa à nossa volta”, ao passo que a escrita “é o exercício da criatividade, a expressão de sentimentos e mundividências, uma marca que deixamos e oferecemos”.

O representante da República para a RAM dirigiu-se, posteriormente, aos professores, e referiu que esta é “uma das mais belas” profissões do mundo e que, a estes profissionais, se colocam desafios “de vária ordem”.

“A escola contemporânea tem de ir mais além” de ler e escrever atualmente, defendeu, sendo hoje “um ‘radar’ social e um instrumento para a inclusão”. É nesse sentido que os professores, “os derradeiros responsáveis pela escola, merecem o reconhecimento da nossa comunidade”.

  • Escola contemporânea “tem de ir mais além” de ensinar a ler e escrever, defende Ireneu Barreto

Após as palavras de agradecimento ao júri (composto por Irene Lucília, Lídio Araújo e Anabela Pita) e a outros intervenientes, Ireneu Barreto anunciou os premiados, sendo eles:

1.º Prémio – Maria Inês Martins Silva, aluna do 12º Ano da Escola Secundária Francisco Franco

2.º Prémio – Constança de Olival Pereira, aluna do 9º Ano do Colégio de Santa Teresinha

3.º Prémio – Maria Eduarda Mendes Teixeira, aluna do 11º Ano da Escola Básica e Secundária Bispo Dom Manuel Ferreira Cabral.

Menção Honrosa – Mateus Paulo Spínola Gouveia, aluno do 9º Ano da Escola Básica com Pré-Escolar Bartolomeu Perestrelo.

O programa da cerimónia contemplou atuação musical do Quarteto Strisciata, seguindo-se a leitura dos trabalhos premiados e um convívio no jardim do palácio.

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