No seu discurso, e tal como já tinha criticado em declarações aos jornalistas o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro prometeu que, se no futuro, for primeiro-ministro, vai garantir o maior respeito pelo estatuto da autonomia regional da Madeira e dos Açores. “Que fique gravado que em circunstância alguma vou fazer o que este governo da AD vos está a fazer neste momento”, prometeu, merecendo fortes aplausos dos delegados que assistem ao encerramento do congresso regional do PS.
Lembrou os artigos da lei que definem claramente que os portugueses não podem ser discriminados em circunstância alguma, no seu território, criticando aquele que classificou como “o atentado mais flagrante que há desde 1976 à autonomia das Regiões”, referindo-se em concreto, à obrigatoriedade de os residentes nos arquipélagos estarem sujeitos apresentarem declaração de não dívidas fiscais para terem acesso ao subsídio social de mobilidade.
Posteriormente, José Luís Carneiro abordou as eleições presidenciais, considerando que António Seguro é o que melhor serve aos portugueses de todo o país, incluindo das ilhas, tecendo críticas aos restantes candidatos.
Já olhando para o interior do PS, o secretário-geral sublinhou o pendor democrático do partido, apelando à união dos militantes na Região. “O povo desta região vai poder provar das propostas e das políticas que o PS vai pôr em prática no futuro, à frente do Governo Regional”.