O grupo parlamentar do Chega na Assembleia Legislativa da Madeira deu um contributo que considera “claro, firme e responsável” no âmbito da posição conjunta da ALRAM a remeter à Assembleia da República sobre o regime do Subsídio Social de Mobilidade (SSM).
Miguel Castro, líder parlamentar e presidente do Chega, refere que o seu partido “considera inaceitável que um instrumento criado para compensar os custos da insularidade esteja hoje transformado num mecanismo burocrático, penalizador e socialmente injusto, que afasta os madeirenses e açorianos do direito constitucional à mobilidade em condições de igualdade”.
Nesse sentido, o Chega defendeu e propôs a “revisão imediata” do regime do Subsídio Social de Mobilidade, “com a eliminação dos condicionamentos administrativos e critérios automáticos recentemente introduzidos por via regulamentar, que desvirtuam a natureza compensatória do apoio e impõem obstáculos desnecessários aos cidadãos das Regiões Autónomas”.
O grupo parlamentar do Chega foi igualmente perentório ao afirmar que “o acesso ao SSM não pode depender da capacidade financeira prévia dos beneficiários. Obrigar os cidadãos a adiantar valores elevados para, só depois, serem reembolsados é socialmente injusto e atinge de forma particularmente grave famílias de baixos rendimentos, estudantes, idosos, trabalhadores deslocados e pessoas com necessidade de tratamentos médicos fora da região”.
Por essa razão, Miguel Castro defende a transição do Subsídio Social de Mobilidade para um sistema de pagamento direto, no qual o beneficiário suporte apenas o valor final no momento da compra do bilhete, através de desconto imediato ou solução funcionalmente equivalente. “Esta é a única via que garante simplicidade, justiça social e igualdade real no acesso à mobilidade”.
Adicionalmente, o Chega alertou para a necessidade de reforçar e manter canais presenciais de acesso ao SSM, assegurando apoio administrativo efetivo e procedimentos acessíveis a todos, independentemente da literacia digital ou condição socioeconómica.
“Com este contributo, reafirmamos a sua posição inequívoca: a continuidade territorial não pode ser um slogan vazio nem um mecanismo encapotado de exclusão social. A mobilidade dos madeirenses e açorianos é um direito, não um privilégio condicionado pela burocracia ou pela capacidade financeira”, disse.
O Chega diz que “continuará a exigir soluções concretas, justas e eficazes, colocando sempre os interesses da população da Região Autónoma da Madeira em primeiro lugar”.