Bia Peixe, jovem porto-santense que se encontrava retida no Dubai, já está de volta a casa, graças a um voo da Emirates, para Milão, que ela aproveitou de imediato.
Era suposto ter regressado no domingo a Portugal, mas devido aos ataques iranianos o espaço aéreo foi fechado e a partir daí viveu “dias imprevisíveis”. Deve chegar hoje a Lisboa por volta das duas da tarde.
Segundo relatou ao JM, a partir de Itália, no primeiro dia de bombardeamentos, sábado, estavam na praia (Kite Beach), por volta das 16h40, quando viram os primeiros mísseis a serem intercetados pelo sistema de defesa dos Emirados, e imediatamente saíram para longe, por causa dos estilhaços.
O maior susto viria mais tarde quando, por volta da meia-noite e meia, o grupo com quem estava recebeu nos telemóveis um aviso de potencial ataque de mísseis.
Correram todos para a sala, único lugar do apartamento onde estariam abrigados para o caso dos vidros das janelas se partirem. Uma vez mais, valeu à população a defesa antiaérea, que Bia Peixe reconhece ser “muito boa”.
Sobre apoios, diz que a comunicação com o Consulado “não ajudou” e sente-se agradecida a um casal (ele madeirense e ela sérvia) que a acolheu ontem à noite, antes de apanharem o voo, que saiu às quatro da manhã.
Bia Peixe ouviu falar de um voo de repatriamento, que estará a ser preparado para quinta-feira, mas não percebeu muito bem as condições. Aparentemente teria de avançar algum dinheiro reembolsável.
A propósito de notícias de que os Emirados estariam a fornecer alojamento e alimentação aos turistas retidos, diz que isso serão ‘fake news’. Admite que poderá ter acontecido noutros locais, mas não onde estava. Confrontaram o hotel com essa possibilidade, mas a verdade é que tiveram de pagar as duas noites extra.