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Chefe das Forças Armadas destaca Madeira como “pilar estratégico da defesa nacional”

Data de publicação
18 Março 2026
11:58

O chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, general João Cartaxo Alves, destacou esta manhã no Largo do Município, à margem das celebrações do 33.º aniversário do Comando Operacional da Madeira (COM), a importância estratégica da Madeira para a defesa nacional, sublinhando “o papel central do Comando Operacional da Madeira ao longo dos seus 33 anos de existência”.

Ao longo do discurso, Cartaxo Alves salientou que “o Comando Operacional da Madeira consolidou-se como uma estrutura nuclear da presença e da ação das Forças Armadas nesta região autónoma e no espaço atlântico”, acrescentando que “o seu contributo tem sido inestimável para a defesa e a segurança de uma região de capital importância estratégica”.

O general destacou ainda que “a localização da Madeira projeta Portugal no coração do Atlântico”, o que atribui ao comando “uma responsabilidade de grande magnitude na afirmação da soberania e na salvaguarda dos interesses nacionais”.

No plano operacional, o chefe do Estado-Maior-General explicou que compete à estrutura assegurar “o planeamento, o treino operacional conjunto e o emprego coordenado das forças e meios das três ramas das Forças Armadas”, sublinhando a importância da articulação entre Marinha, Exército e Força Aérea garantindo “uma visão operacional integrada”.

Entre as atividades desenvolvidas, destacou “os exercícios militares realizados na região, que permitem treinar a ação conjunta dos três ramos e aperfeiçoar o planeamento integrado, bem como a cooperação com entidades civis, nomeadamente na área da proteção civil”.

Cartaxo Alves referiu ainda o investimento na inovação, destacando a colaboração com a Universidade da Madeira e outras entidades: “Tem permitido aproximar o conhecimento científico das necessidades operacionais das Forças Armadas, fomentando uma cultura de cooperação e modernização tecnológica”.

Num contexto internacional, o responsável lembrou o contributo das Forças Armadas portuguesas para a segurança coletiva, apontando que a participação em missões externas demonstra “o compromisso firme de Portugal com a estabilidade da Aliança Atlântica”.

O general alertou, contudo, para os desafios futuros, defendendo a necessidade de “recrutar e reter profissionais qualificados, modernizar infraestruturas e valorizar as carreiras militares”, sublinhando que o estatuto dos militares assume “uma centralidade de importância nos dias de hoje”.

Na reta final do discurso, deixou uma palavra de reconhecimento aos militares e civis que servem no comando: “O vosso profissionalismo, dedicação e elevado sentido de missão constituem o verdadeiro alicerce desta estrutura”.

O general dirigiu-se ainda a Ireneu Barreto, Representante da República para a Madeira, elogiando o acompanhamento institucional, afirmando tratar-se de uma atuação “atenta, próxima e exemplar”.

“Continuaremos a servir Portugal com profundo sentido de dever, cumprindo a nossa missão com integridade, determinação e compromisso com a defesa nacional”, concluiu Cartaxo Alves.

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