O CDS Madeira reuniu, esta noite de quarta-feira, na Escola de Hotelaria da Madeira, cerca de 150 mulheres militantes e simpatizantes do partido, para assinalar o Dia Internacional da Mulher. O evento contou com a presença do líder regional, Rui Barreto.
As primeiras palavras dirigidas pelo líder regional foram de entusiasmo por estarmos a celebrar este dia que é uma marca do CDS há mais de uma década, como deu conta o comunicado enviado à redação.
Segundo Rui Barreto, "este dia merece ser celebrado porque apesar dos progressos notáveis das últimas décadas relativamente à igualdade de género, não deixamos de registar que há ainda um longo caminho a percorrer".
No entanto, Barreto afirma que há razões para celebrar e devemos salientar os aspetos positivos e as conquistas significativas. "As mulheres hoje são mais iguais entre os homens e têm vindo a ocupar um lugar na sociedade, nas mais variadas áreas, por muito mérito, por muita dedicação e por muita competência."
Depois, o líder regional centrista deu como exemplo a Secretaria Regional da Economia onde 61% dos colaboradores são mulheres e 39% são homens. Também nos cargos dirigentes de toda esta Secretaria Regional 65% são ocupados por mulheres", e salienta, "não por quotas, mas por mérito, dedicação e competência no exercício das suas funções".
O CDS tem valorizado o papel das mulheres e incorporado muito nas suas listas, vincou Barreto. No entanto, Rui Barreto refere novamente que há um caminho a percorrer "porque havendo igualdade nos salários na administração pública, existe ainda hoje uma diferença, que deve situar-se entre os 10/12% em outras categorias no privado, em que as mulheres ganham menos do que os homens e há aqui um trabalho de todos que tem de ser feito para criarmos essa igualdade.
Celebrar este dia continua a fazer sentido porque "vivemos num planeta, em determinados países e determinados Estados, onde não existe igualdade entre homens e mulheres, onde as mulheres são ostracizadas perante o Estado. Há países onde as mulheres são obrigadas a casar com 13 anos; há 130 milhões de crianças impedidas de ir à escola; há mulheres que são violadas, mulheres que são totalmente submissas perante o homem e perante o estado, e enquanto existir situações desta natureza há razões objetivas para celebrarmos este dia".
O líder do CDS Madeira termina dizendo com satisfação que, no nosso país que é um país europeu, moderno, ocidental, há progressos notáveis e, por isso, salienta o trabalho positivo que tem havido, não só do ponto de vista legislativo, mas também do ponto de vista de alteração cultural e de mentalidades. "Hoje digo que não há uma destrinça entre as mulheres e homens perante o Estado, perante as oportunidades e, cada vez mais, as mulheres portuguesas ocupam lugares de destaque e são aquilo que elas quiserem ser".