O deputado do PSD, Bruno Melim, defendeu esta manhã, no Parlamento Regional, durante o debate mensal, que a mobilidade é um pilar essencial da continuidade territorial e da afirmação de Portugal no Atlântico, sublinhando o impacto do Subsídio Social de Mobilidade desde a sua criação, em 2015.
Segundo o parlamentar, desde esse ano o Estado já pagou mais de 370 milhões de euros aos residentes da Região, num modelo que permitiu duplicar o número de beneficiários.
Bruno Melim recordou que, aquando da implementação do subsídio, em setembro de 2015, houve consenso alargado quanto à bondade do modelo, incluindo da atual liderança da oposição. Nesse contexto, citou declarações de Élvio Sousa, então dirigente político, que a 26 de agosto de 2015 admitia que “se calhar não fosse mau ter existido um teto”, reconhecendo que há viagens que não são planeadas.
O deputado salientou ainda que, na altura, existiam posições que consideravam o subsídio “excessivamente generoso” para os madeirenses, lembrando que o PS defendia um valor “máximo de 100 euros”, em contraste com o teto atual de 400 euros.
Em 2017, frisou, foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa da Madeira uma lei que fixava o custo das viagens em 65 euros e 86 euros, respetivamente. Bruno Melim destacou que, apesar dessa unanimidade regional — num ano em que o PSD detinha “uma humilde maioria absoluta” —, os deputados do PS eleitos pelo círculo da Madeira na Assembleia da República votaram contra a proposta, demarcando-se da posição assumida pelo PS-Madeira no parlamento regional.
No mesmo debate, o deputado social-democrata referiu ainda uma medida do Governo Regional que considerou estruturante: o Estudante Insular, que, segundo afirmou, permitiu às famílias madeirenses uma poupança global de cerca de 34 milhões de euros.
Bruno Melim afirmou que “os madeirenses viajaram mais e a preços mais baixos do que os açorianos”, reforçando que “6,8% das passagens estão acima dos tetos”.
O deputado social-democrata alertou que “durante 8 anos estudantes foram postos à margem” e que “a oposição continua a não querer a defesa intransigente” do bem dos madeirenses, ao contrário do que fez o governo social-democrata na Região.