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Portos da Madeira batem recordes em 2025 em mercadorias e nos cruzeiros

Data de publicação
13 Março 2026
13:15

Os portos da Região Autónoma da Madeira movimentaram em 2025 um total de 1.466.243 toneladas de mercadorias, mais 34.032 toneladas do que em 2024, o que corresponde a um crescimento de 2,38% e ao máximo histórico da última década.

A mercadoria contentorizada foi o principal motor deste desempenho, totalizando 817.324 toneladas, com um aumento de 4,79% (mais 34.175 toneladas) em relação a 2024. Os granéis líquidos, maioritariamente combustíveis, atingiram 349.276 toneladas, crescendo 2,12%, enquanto os granéis sólidos (como cimento e cereais) somaram 215.639 toneladas e a carga geral 49.972 toneladas, segmentos em que se verificaram decréscimos de 5,14% e 2,94%, respetivamente.

No Porto do Porto Santo, o comportamento foi positivo, com a mercadoria contentorizada a aumentar 28,94% e a carga geral 20,41%, reforçando a importância desta infraestrutura para o aprovisionamento da ilha.

Ao longo passado, foram ainda movimentados 5.664 contentores nos três portos da Região, mais 6,79% do que no ano anterior, e registada a movimentação de 14.600 viaturas nos portos do Caniçal e do Porto Santo (11.553 entradas e 3.047 saídas), com menos 352 viaturas a entrar e mais 683 a sair face a 2024.

No mercado dos cruzeiros, 2025 fixou novos máximos: além dos 746.257 passageiros, o número de escalas subiu 4,74%, para 331 navios de cruzeiro, e o total de tripulantes cresceu de 271.974 para 278.185, um aumento de 2,38%. O número de pernoitas passou de 104 noites, em 2024, para 122 noites, em 2025 (mais 17%), e os passageiros que pernoitaram no Funchal aumentaram de 131.707 para 172.396, o que representa um crescimento de 30,8%, reforçando o impacto direto na restauração, comércio e animação turística.

O início de 2026 confirma a tendência de crescimento no setor dos cruzeiros: em janeiro registaram‑se 41 escalas de navios de cruzeiro, mais 13,89% do que em janeiro de 2025, com 113.210 passageiros, um acréscimo de 26,27%. Em fevereiro, o Porto do Funchal recebeu 44 escalas (mais 37,50% face a fevereiro de 2025) e 113.839 passageiros, o que traduz uma subida de 33,98%, mantendo o porto regional na rota das principais companhias de cruzeiro internacionais.

O Secretário Regional da Economia, José Manuel Rodrigues, sublinhou que estes resultados “confirmam que 2025 foi o melhor ano de sempre para os cruzeiros na Madeira e um ano recorde no movimento de mercadorias, refletindo o dinamismo da economia regional”. “Mais de um milhão de pessoas passaram pelo Porto do Funchal, entre passageiros e tripulantes, e isso tem um impacto muito significativo na atividade económica, na criação de emprego e na afirmação internacional do destino Madeira”, destacou o governante.

José Manuel Rodrigues alertou, contudo, para os riscos decorrentes das crises políticas e conflitos internacionais, em particular pelo efeito no preço dos combustíveis e nos bens essenciais, admitindo que tal possa vir a afetar custos de transporte. “Ainda não sentimos repercussões nos fretes marítimos entre Leixões e Lisboa e o Porto do Caniçal, mas se a escalada do preço do petróleo se mantiver, o Governo Regional tem mecanismos para mitigar o impacto nos cidadãos e na competitividade das empresas, que serão acionados, se necessário, em altura própria”, referindo que a “crise no médio oriente pode desviar para o Atlântico cruzeiros, com benefícios para a Madeira”, mas é tudo uma questão de comportamento dos mercados.

Já a presidente da APRAM – Administração dos Portos da Madeira, Paula Cabaço, salientou que os portos da Madeira vivem um ciclo de crescimento sustentado, tanto na carga como nos cruzeiros, destacando que nos primeiros meses deste ano o ritmo ascendente manteve-se. “Crescemos 25% em escalas e 30 % no número de passageiros”, rematou.

Segundo a responsável, o impacto total do setor dos cruzeiros na economia da Região, em 2025, rondou os 65 milhões de euros, incluindo gastos dos passageiros e tripulantes em terra, serviços consumidos e taxas portuárias, que “no âmbito das mercadorias gerou no ano passado uma receita a rondar os 700 mil euros”.

Estes números dão confiança à APRAM para continuar a investir na modernização e na eficiência operacional dos portos, preparando‑os para novos desafios e para a captação de mais tráfego, tanto na componente das mercadorias como no turismo de cruzeiros.

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