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Albuquerque defende decisão de vender imóvel do Nélio Mendonça: “Não tenho medo que digam mal de mim nas redes sociais”

Marco Milho

Jornalista

Data de publicação
28 Janeiro 2026
12:25
Presidente do Governo Regional diz que questão só será decidida depois de 2030. “Já não estarei cá, começou por dizer, mas também não afastou recandidatura.

O presidente do Governo Regional continua a defender a intenção de vender o imóvel do Hospital Nélio Mendonça e reiterou que a intenção primária passa por aproveitar a área para construir habitações a custos controlados. Miguel Albuquerque considerou que se trata da melhor opção para amortizar a quota-parte que a Região terá de investir para o custo do novo hospital.

“Isso é uma questão que será decidida só depois de 2030 e já não estarei cá”, começou por dizer, aludindo inicialmente ao termo do mandato atual. No entanto, instado mais tarde a esclarecer se não pondera uma recandidatura, Albuquerque esquivou-se a dar uma resposta conclusiva.

Sobre o edifício do Hospital Nélio Mendonça, o governante garantiu que o Executivo “não toma decisões em cima do joelho”, e que foi feito um estudo técnico para perceber quanto custaria a conversão da infraestrutura num lar para idosos.

“As estimativas a custos atuais são 107 milhões de euros. Manter uma infraestrutura com quase 60 anos, adaptá-la às novas legislações para os lares, tem custos muito elevados”, disse o chefe do Governo, reiterando a intenção de aproveitar a área para construir habitaçãoa custos controlados. “Mas isso é uma questão que será decidida no futuro, não sou eu que vou decidir.”

Miguel Albuquerque frisou que a amortização no investimento do novo hospital com a afetação do imóvel do hospital Nélio Mendonça já tinha sido definida em Conselho de Ministros, ainda no governo de António Costa.”É preciso lembrar que a quota-parte da Madeira, não é do Governo. O dinheiro é dos contribuintes. Somos todos nós. Nós, os contribuintes da Região vamos ter de pagar a quota-parte do novo hospital”, sublinhou, vincando que é preciso “olhar para o futuro”. “Isso vai ser superior, com certeza, a 250 milhões de euros, portanto, se nós conseguirmos ter receitas para amortizar o pagamento do novo hospital, eu acho que tem toda a lógica.”Questionado sobre a reação ao anúncio, na semana passada, com críticas de vários partidos, o presidente do Governo Regional desvalorizou: “Não tenho medo que digam mal de mim nas redes sociais.”

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