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Acordo com PSD na Madeira motiva demissão coletiva no PAN

Marco Milho

Jornalista

Data de publicação
06 Dezembro 2023
22:36

Sete comissários políticos nacionais e distritais do PAN apresentaram ontem a demissão dos seus cargos partidários “como forma de protesto e por não se reverem na atual estratégia política”, conforme um comunicado assinado pelos mesmos.

Em causa, pode ler-se, está a “intenção de replicar na Assembleia da República (...) o tipo de acordo parlamentar feito com o PSD-Madeira na Assembleia Legislativa da Madeira”.

O grupo de sete comissários políticos – três da comissão política nacional, três da comissão política distrital de Setúbal e um da comissão distrital de Lisboa – apontam ainda a “perseguição aos críticos e o abafamento da democracia interna” como outros motivos que levaram à demissão.

Entendem estes dirigentes que, na sequência das Eleições Regionais, em setembro, o partido “alterou radicalmente a sua estratégia de colaboração relativamente a governos oferecendo suporte parlamentar ao Governo Regional da Madeira de Miguel Albuquerque”.

“Este apoio parlamentar é, além de uma clara negação da filosofia fundacional do partido, um clamoroso engano aos eleitores madeirenses e porto-santenses que confiaram numa expectativa de mudança protagonizada pelo PAN. Incrédulos, qual não foi o espanto quando viram o seu voto servir para dar fôlego ao governo de Miguel Albuquerque por mais quatro anos com a agravante de ser a troco de quase nada! Miguel Albuquerque representa tudo o que a política e a Madeira não necessitam: opacidade, engano, desrespeito pelos limites ecológicos e injustiça social”, prossegue.

Acrescenta a mesma nota que “esta estratégia de apoiar governos a troco de coisa nenhuma não foi discutida e aprovada no último congresso [do partido], pelo que também constitui um engano a todos os filiados do PAN”.

Num duro comunicado, os membros demissionários não poupam a líder nacional do partido, Inês Sousa Real, considerando que “tornou o PAN uma farsa, um caso de prostituição política, uma anedota nacional, um partido comprado pelos Miguéis Albuquerques do sistema, que já não incomoda nada nem ninguém”.

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