Os socialismos e o campo não-socialista

Em Portugal, o campo socialista envolve o socialismo-capitalista ("deles") do PS, a sua sucursal "partido dos animais", as organizações fascisto-comunistas PCP e "bloco" dito de "esquerda", e ainda outros grupúsculos do folclore político, "ambientalistas" e "comunas de Gaula" (JPP) incluídos.

"Campo socialista" e não campo marxista. Primeiro, porque nenhum dos acima mencionados obedece a uma coerente lógica marxista. Segundo, porque embora sendo o marxismo um comprovado erro científico e uma utopia, numa óptica intelectual honesta há que reconhecer que deixou contributos à Economia e à Sociologia contemporâneas, mesmo para além da área socialista.

Na República Portuguesa, a invocação do socialismo na Constituição apresenta-se compulsiva, anti-democrática.

A seguir ao 25 de Abril, o socialismo, então quase todo radicalizado, ia-nos arrastando para um novo regime político fascista.

Depois, o socialismo fez duas bancarrotas a Portugal. E, pelo caminho que seguimos, preparemo-nos para a terceira.

Hoje, o socialismo lusitano é conservador, na medida em que insiste em impôr aos Portugueses um Sistema Político mais partidocrático do que democrático; colonialista; ultrapassado pela evolução do mundo contemporâneo; estatizante; impeditivo do Desenvolvimento Integral, nomeadamente através do aparelho de Justiça.

E estamos nesta situação, não só por causa do conformismo faduncho que os Portugueses espelham, mas porque se deixam massificar quotidianamente por uma "informação" controlada pelos "poderes de facto". Portugueses que, perante um rápido vazio espiritual e intelectual ESTABELECIDO, fizeram do mito socialista o preenchimento dos vácuos de Fé e de Conhecimento.

No campo político não-socialista e amparada pelo Primeiro-Ministro socialista, surge agora a extrema-direita reorganizada que, até ao momento, só serviu para manter Costa no poder.

O CDS, desaparecido da Assembleia da República, vai-se aguentando com a participação nos Governos da Madeira e dos Açores.

Além do "chega", surgiu outra novidade no campo não-socialista, a "Iniciativa Liberal" (IL).

O "chega" levou muitas bases do CDS. A IL papou-lhe os Quadros, apesar de viver o risco de vir a "passar de moda", enquanto espelho de um certo snobismo burguês sem conteúdo.

No campo não-socialista, mantém-se o PSD como matematicamente a única possível alternativa democrática ao socialismo. Porém, inclusive as "forças ocultas" vêm-lhe "fazendo a folha" no seu interior, nomeadamente através de "millenials" patetas e outros lóbis "fracturantes". O PSD TEM de voltar a ser um Partido de massas, interclassista, recuperando as élites de todo o território nacional. Como com Sá Carneiro, Cavaco Silva e Durão Barroso.

Assim, como está ainda, não vai lá. E o País mergulhará, de novo, na bancarrota socialista.

O Direito e a Legitimidade de cada um da área não-socialista, pertencer ou não pertencer ao partido que lhe apetecer, obviamente não se põe em causa.

Mas HAJA INTELIGÊNCIA!

Só o PSD - e através de um grande esforço interno de Restauração - pode derrotar aritmeticamente o PS, no momento do voto. Mais a mais por causa do método de Hondt. Os comunistas fizeram assim, entregaram-se para segurar Costa.

O Liberalismo com a sua fé, também religiosa, nos mecanismos do mercado económico, historicamente foi incapaz de resolver os problemas sociais. Pior, a sua insensibilidade provocou o advento dos socialismos, apesar de a Política dever inspirar-se na Solidariedade Humana e não na "luta de classes" socialista.

A concorrência económica absolutamente livre, é um naturalismo que nega a imprescindível relação entre a Moral e a Economia.

Os juros dos capitais e os preços dos bens e dos serviços, bem como os salários e a segurança social, não podem ser exclusiva e automaticamente determinados pelas leis do mercado, conforme as doutrinas liberais.

O Desenvolvimento Integral-económico, cultural, social e ambiental -  não pode ser deixado ao livre jogo, quase automático, das forças económicas privadas, nem unicamente aos poderes públicos.

Por vezes, o liberalismo opõe-se às reformas indispensáveis, com uma falsa concepção de Liberdade. O socialismo sacrifica os Direitos, Liberdades e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana e das instituições que são legítimas, em prol da estatização e de uma pretendida e sempre falhada "organização colectiva de produção".

A propriedade privada não é um Direito absoluto, sem limites e sem obrigações sociais correspondentes. A liberdade das partes, a regra do livre consentimento entre as partes, sujeita-se à Ética e à Justiça Social.

Liberalismo e Personalismo são diferentes na concepção da liberdade, das motivações e da autonomia do Ser Humano.

Estes os esclarecimentos que se impõem, para dar coesão, robustez e eficiência à luta política democrática para derrubar os socialismos.