10% mais pobres

10,4% mais pobres (em termos de perda de valor acrescentado bruto), mais 6400 desempregados, impossibilidade de financiar o SESARAM e muito mais endividados do que atualmente, é assim que o Partido Socialista, Partido Comunista e Bloco de Esquerda querem ver a Região Autónoma da Madeira, se levarem avante com a inconstitucional alteração, proposta pelo Governo da República, ao regime da Zona Franca da Madeira (vulgo Centro Internacional de Negócios da Madeira - CINM).

Os números foram apurados por uma equipa de economistas da Universidade Católica Portuguesa e apresentados pela ACIF-CCIM à Comissão Europeia. Face à realidade dos números é-me completamente incompreensível a COMPLETA falta de reação à proposta de lei por parte do PS-Madeira (salvo o Deputado da Nação Carlos Pereira). É-me incompreensível como o restante PS-Madeira compactua, por ausência de qualquer reação e lógica económica, com a traição aos Madeirenses e Porto-santenses levada a cabo pela “Geringonça”.

Nesta “lógica” económica deturpada, o PS-Madeira sacrifica pelo seu silêncio, o futuro profissional e socioeconómico de gerações vindouras. É uma lástima que a sua elite intelectual, se é que esta existe, não tenha aprendido com as lições de economia insular dadas pelos Partidos Trabalhista de Malta ou de Gibraltar, ou do Partido Socialista Operário Espanhol (que sempre esteve na linha da frente dos vários privilégios económicos de Canárias), tendo preferido uma visão “cesarista” da economia madeirense.

O silêncio do PS-Madeira, quanto ao ataque desencadeado por Governo de António Costa, é ainda mais confrangedor tendo em conta a posição que o primeiro assumiu perante os Madeirenses e Porto-santenses em pleno congresso do partido e nas Legislativas Europeias, que foi a defesa do CINM enquanto pilar fundamental da economia madeirense e gerador eficiente de receitas fiscais. Nem as suas figuras mais eminentes defendem uma redução da carga fiscal no continente, por forma a aprofundarmos o nosso diferencial  fiscal, nem um sistema fiscal próprio. A defesa e manutenção do status quo, e eventual  fim do Centro Internacional de Negócios da Madeira, por parte do PS-Madeira é a maior traição aos Madeirenses e Porto-santenses e ao desenvolvimento socioeconómico sustentável da Região.

Lembro que a 11 de Fevereiro de 2018 Paulo Cafôfo, dizia que “o Centro Internacional de Negócios… continua a fazer sentido como fator de possibilidade de entrada de fontes de receita que são obviamente importantes para a nossa economia”. Findos 3 anos, e eleito Deputado, o silêncio e falta de “murros na mesa” quanto ao Centro Internacional de Negócios da Madeira deixa, muito, mas mesmo muito a desejar de um líder da Oposição regional que ponha os interesses da Região em primeiro lugar.

Espero também que tudo este silêncio não seja “marosca” da esquerda portuguesa para viabilizar o Azores Business Center na ilha Terceira (mais informação em: https://archive.org/details/azores-business-center-concorrente-do-cinm)...

“Se os socialistas percebessem de Economia, não seriam socialistas.” - Friedrich August von Hayek, Economista e Filósofo austríaco.