MADEIRA Meteorologia

Artigo de Opinião

17/03/2021 08:01

Bem impressionado com as qualidades dinâmicas do seu Alfa Romeo Giulietta Ti - bem preparada para competir, por mecânicos locais e, como era hábito na época, substituiu a embraiagem original por uma do modelo Sprint Veloce, tornando-a mais resistente na dura solicitação às mudanças de caixa, na condução pelas difíceis estradas insulares - nas diferentes provas onde participou - entre 1960-61. Todavia, sempre encontrou a maior dificuldade na afinação do carburador da Giulietta Ti, tendo chegado ao ponto de a enviar às instalações da empresa "MOCAR", em Lisboa, para proceder a uma afinação capaz.

O alfista "piloto" Cunha compra, para a época de 1962, um novo Alfa Romeo Giulietta Sprint Veloce (Em 2021, quase a voltar à estrada após restauro) - registado como "CE-97-06" - o modelo coupé e mais potente que a sua anterior Giulietta Ti - de cor "Bianco Gardenia" - e, para o efeito entrega a Giulietta Ti no agente Alfa Romeo "Fernando Ornelas Cunha" na avenida do Mar, na cidade do Funchal - A Giulietta Ti passa a propriedade do Zeca Cunha, que em 1963 participa no "II Rallye Internacional de Gran Canária" integrado num grupo de pilotos madeirenses. Com a nova Giulietta Sprint Veloce participa nas provas regionais do "Clube 100 à Hora" e nas IV e VI "Volta à Ilha" de 1962 (# 16) e 1964 (#12).

O "piloto" Cunha foi acima de tudo, o perfeito exemplo do entusiasta do automobilismo do seu tempo, utilizando o carro do "dia-a-dia" para no fim de semana participar nas provas e regressar a casa no mesmo. O típico "Chefe de família" que corre com o carro da família ao Domingo... Optando por um modelo, de maior sucesso neste tipo de provas por toda a Europa. Vencendo ao longo da sua carreira vários prémios, referentes a provas complementares, de perícias ou de arranque e travagem. Os seus Alfa Romeo Giulietta Ti e Sprint Veloce ficaram na retina de quem assistia, pela sua regular participação nas provas durante a década de sessenta na Ilha. A extrema dureza das estradas madeirenses de então, nunca se mostrou complacente com as suspensões levadas ao limite, testando a sua capacidade de resistência. Luís Cunha Teixeira foi o maior alfista madeirense da década de sessenta e, cinquenta anos depois o seu filho António testemunha que ser alfista é quase genético, constituindo quiçá, o seu maior legado. Porque os Alfa Romeo são apaixonantes em todas as décadas!

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