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Artigo de Opinião

Professor

24/10/2022 08:00

Tentar expulsar, pelo menos é essa a perceção pública, o Alberto Olim, presidente da Junta e deputado do concelho, do seu lugar de quadro na empresa ARM, é dar, de mão beijada, trunfos eleitorais ao PS local. Até porque Alberto Olim é visto como o mais provável candidato a presidente da Câmara no próximo mandato. O resultado está estampado nas páginas dos jornais e corre depressa nos recantos da cidade.

Há, de facto, quem não tenha aprendido nada com as cenas da igreja da Ribeira Seca ou com a colocação de professores o mais longe possível do concelho. Coisas de outros tempos. Há quem ainda não saiba que o machiqueiro, em geral, defende sempre aquele que se apresenta no espaço público e mediático com ar de vítima e de coitadinho.

Então porque é que tudo isso aconteceu? Ou porque há muita aselhice, para não dizer incompetência, nos serviços administrativos e jurídicos da ARM que desconheciam que um cidadão no exercício de um cargo político, em caso algum, pode ser prejudicado nos seus direitos profissionais de origem. É o que diz a lei, desde o início do regime democrático que vivemos. Ou porque, além disso, houve aconselhamento local de pessoas muito mal preparadas para o exercício dos cargos que ocupam. Em último caso, a culpa cai toda sobre a administração da empresa. Que teve de emendar a mão perante a iminência de ser obrigada, pelo tribunal, a reintegrar o trabalhador em causa.

A leviandade com que os assuntos do PSD Machico têm sido tratados só nos merece o único reparo possível. O PSD parece ter desistido de Machico. A displicência tem levado a derrotas após derrotas, numa erosão continuada de quadros e de apoiantes. Sem que ninguém pareça querer mudar a comodidade instalada. O que pode parecer estranho porque, apesar das tradicionais dificuldades nas autárquicas, o PSD sempre foi maioritário no que diz respeito às eleições regionais. Alberto João Jardim sempre ganhou com larga maioria neste concelho. Aquando dos círculos concelhios, em seis deputados, o PSD ganhava sempre quatro lugares no Parlamento Regional. Com a realidade atual, mais um ou dois deputados para o PSD e menos esses para o seu direto adversário, pode fazer muita diferença. Então, como é que se explica esta indiferença? É no mínimo estranho.

Como é deveras estranho e ao mesmo tempo espantoso que, estando na oposição, a proposta PSD mais sonante dos últimos tempos seja a de criação de uma comissão para fazer um estudo do trânsito na cidade de Machico. Bravo. Uma comissão para estudar uma cidade cheia de novas estradas e vazia de carros. Ora essa.

Machico, a olhos vistos, precisa do PSD. No Governo e na Câmara. A história política concelhia já se encarregou de demonstrar isso mesmo. O PS entra, Machico para. O PSD entra, Machico arranca. Mas os social-democratas locais precisam de novo fôlego e, para isso, é essencial um olhar mais atento e descomprometido, por parte da direção regional.

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