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Artigo de Opinião

6/05/2026 08:00

Quem passou tantos anos com responsabilidades na vida pública, fatal e legitimamente - até “constitucionalmente”... - dá por si a lucubrar nos problemas mais prementes. O que é positivo se, em consciência, for com intenção de ajudar e não de guerrear.

Tenho um Amigo que, com o Seu humor, diz-me: “Não te ponhas a dar sugestões porque, por muito boas que sejam, não são postas em prática, só para não reconhecer que a ideia foi tua!”

Todos nós que estivemos na vida pública, humanamente cometemos erros e tivemos lapsos. O essencial é que não tenham sido MUITOS e GRAVES.

Porém, com a actual situação internacional, seria covarde não alertar frontalmente as pessoas para que, de aqui para a frente, as facilidades não podem ser as mesmas de agora. Senão até podemos ter colapso na vida pública, com consequências tremendas.

Vou aqui abordar, primeiro, a questão das Prioridades que, obviamente, não podem ser as mesmas dos meus tempos de governação. Estabeleceram-se, sim, nos termos da conjuntura presente:

1. Rever o nosso sistema autonómico, conforme propostas que vêm sendo apresentadas;

2. Urgente (ou até se faz tarde...) monitorizar e travar as despesas subsidiaristas. Na Madeira, com os meios que temos e os encargos assumidos e em curso, ajudar apenas Quem, COMPROVADAMENTE, necessita e Quem, COMPROVADAMENTE, não tem condições para poder TRABALHAR;

3. HABITAÇÃO;

4. Concluir os Investimentos mais importantes para a Madeira;

5. É duro dizê-lo, e pior fazê-lo. Mas têm agora de ser tomadas as medidas antipáticas que se imponham. Não há margem para adiá-las muito mais. E será errado camuflá-las, em troca da admissão de muitos mais Funcionários.

A governação não pode ter medos. O TEMPO É AGORA. O Povo Madeirense é inteligente e responsável, na sua esmagadora maioria está consciente da gravidade da situação que se vive no mundo, e de haver um Governo da República indeciso e menos eficaz. O Povo percebe essa trêta que são os subsídios-caça-votos, não concorda, sabe que eternizam a pobreza e permitem a importação de mão-de-obra barata, o que afecta a Classe Média porque não sobe o nível médios dos Salários.

Outro problema que afecta a Qualidade de Vida de que o Povo Madeirense gozava antes do presente “modelo de turismo (?!...)”, é o da circulação terrestre.

Tenho algumas sugestões, das quais “darei mão à palmatória” se me demonstrarem erradas. Como seria bom que os Cidadãos, em geral, também apresentassem as suas:

1. Estabelecer o “sentido único” em todos percursos em que se ganhe mais uma faixa e haja travessas para se sair de um “sentido” e passar ao “sentido” contrário;

2. Como no mundo civilizado, horários para “cargas” e “descargas” nos centros mais movimentados;

3. Limpezas urbanas durante a noite. Até reforça a Segurança nesses locais.

4. Horários de circulação para “pesados”, incluindo vias “rápidas” e “expresso”, exceptuando Socorrismo e Serviço Público indispensável, e o Transportes Colectivos.

5. Limites MÍNIMOS de velocidade nas vias “rápida e expresso”, Estas cada vez mais inseguras e atrapalhadas.

6. Importação de viaturas condicionada ao número de abates, salvo razões de Interesse Público.

7. Mais rigor nas “cartas de condução”, em todos os seus modelos. É outro aspecto de “baldas” que se sente.

8. Disciplinar, fiscalizar e obrigar a expôr matrículas, aos veículos de duas rodas. Lembro que as “trotinetes” estão proibidas na via pública de várias cidades europeias (v.g. Madrid).

9. Disciplinar o funcionamento de todas as modalidades de negócio com veículos ligeiros (táxis, carros de aluguer sem condutor, as novas espécies de aluguer com condutor (TVDE?...), etc.

Claro que tenho a consciência de que estas sugestões poderão trazer novos e até inesperados problemas para as Empresas. As quais Estas têm de ser defendidas se e quando algumas opções adoptadas. Nomeadamente com mecanismos impeditivos de novas e mais concorrência, ou outros.

Como também sei que pode haver repercussão de algum custo aos Utentes e aos Consumidores em geral.

A escolha está no Povo Soberano, nos Seus Eleitos e na expressão livre da e na Opinião Pública.

Escolha que até se torna clara: agora, ou empurra-se com a barriga para a frente?... Com alguns custos a mais nos orçamentos familiares, ou é melhor viver cada vez pior?...

Por mim, eu cá estou terminando o meu tempo no planeta...

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