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Artigo de Opinião

Advogado

9/04/2024 08:00

Antes de mais existem várias esquerdas e várias direitas.

Vão desde a extrema esquerda à extrema direita, mas penso que existe cognoscência comum para atribuir direita e esquerda.

A esquerda preocupa-se mais com os problemas sociais e a redistribuição dos lucros alcançados na sociedade.

A direita acredita que a criação de riqueza só por si vai aumentar as melhores condições de vida das pessoas.

Há uma diferença essencial entre John Maynard Keynes e Adam Smith, enquanto, que um acredita na regulação do Estado o outro acredita na mão invisível do mercado.

Digamos que um, deixa a economia entregue a si mesma com um Estado mínimo e outro acredita que deve haver intervenção do Estado na economia.

Os sectores estratégicos da economia devem pertencer ao Estado acredita a esquerda enquanto a direita acredita que os privados gerem melhor as coisas pois o seu objectivo é o lucro.

Agora há uma nova direita, que também podemos dizer que é antiga e defendida pelos clássicos, que é a direita liberal, que ao contrário dos democratas cristão não acreditam na influência do Estado na economia e deixam os cidadãos entregues a si mesmos.

A esquerda também pode ser conservadora assim como a direita, e não acreditar em grandes transformações dos princípios do estado, existe uma balança e pesos para as mudanças.

Nos valores podemos ser mais liberais, e não impor tanta ética e moral ao comportamento humanos, mas isto está tanto na esquerda como na direita.

Enquanto uns defendem mais afincadamente a justiça social outro defendem que primeiro deve haver eficiência económica.

Em Portugal há partidos que nem são de esquerda nem de direita, são simplesmente populistas e querem alcançar o maior número de votos possível.

A esquerda é a favor das pequenas e médias empresas e professa que devemos tributar os mais ricos mais onerosamente devido a uma questão de justiça social, para depois redistribuir o dinheiro e derramar sobre as necessidades sociais. A direita acredita que o mercado livre só por si vai encontrar a medida ideal para que todos vivamos em paz social e com a promoção de emprego acima de tudo qualificado.

Defende Milton Friedman, o qual é neo-liberal da escola de Chicago que existe uma taxa de desemprego estrutural, e não há maneira de opor-se a ela, enquanto a esquerda acredita que o desemprego pode ser combatido até que toda a população esteja empregada.

Mas a principal diferença entre a esquerda e a direita está mesmo no estigma das classes sociais mais desfavorecidas; não podemos ser contra o capital, mas podemos acreditar na sua justa distribuição, porque será que os banqueiros e a alta finança é que devem concentrar a maior parte dos lucros só porque detêm o capital, eis uma pergunta que fica para a direita responder.

Existem tantas desavenças entre a esquerda e a direita, quando devíamos todos apoiar-nos nas causas humanitárias, e no bem comum.

Ser de esquerda ou de direita não é a diferença entre o bem e o mal, mas a diferença entre os meios para se atingir o bem, mas digamos que existe uma certa direita que apenas defende a nata da sociedade e que está preocupada em subjugar o cidadão comum à sua causa simplista de viver à rasca.

A esquerda é populista assim como a direita, quando os partidos prometem mais do que o orçamento bem regrado nos pode dar.

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