O exército israelita vai convocar 100 mil reservistas para a ofensiva contra o Irão, indica um comunicado militar divulgado hoje.
“O exército está a preparar-se para mobilizar aproximadamente 100 mil reservistas e está a aumentar o seu nível de prontidão em várias frentes” para esta operação, lê-se no comunicado, que acrescenta que já foram enviados reforços para diversas áreas do país e para as fronteiras.
Os reservistas convocados serão destacados para o serviço de defesa aérea, segurança das fronteiras e outras posições estratégicas. Fontes oficiais enfatizaram que as operações continuam e que as medidas de segurança estão a ser reforçadas.
O anúncio do exército surge depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter indicado que Israel vai intensificar os ataques sobre Teerão nos próximos dias.
“As nossas forças estão atualmente a atacar o coração de Teerão com uma intensidade crescente, que se amplificará ainda mais nos dias vindouros”, afirmou Netanyahu numa mensagem de vídeo, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP) no segundo dia da ofensiva israelita e norte-americana contra o Irão.
Netanyahu disse ter dado instruções “para a continuação da campanha” contra a República Islâmica, iniciada no sábado em conjunto com os Estados Unidos e afirmou ter dado ordens às Forças de Defesa de Israel (FDI) para mobilizar “todo o poder [do exército], como nunca antes, a fim de assegurar a existência e o futuro” do país.
A ofensiva israelita e norte-americana causou mais de 200 mortos no Irão, segundo as autoridades iranianas, incluindo dezenas de dirigentes políticos, militares e religiosos.
A lista de vítimas inclui o líder supremo da República Islâmica do Irão, o ‘ayatollah’ Ali Khanemei, 86 anos, que foi morto no início dos bombardeamentos contra Teerão no sábado de manhã.
Em retaliação, o Irão tem lançado desde então mísseis contra Israel e países da região, com relatos de ataques e vítimas no Bahrein, Jordânia, Iraque, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Síria.
Alguns dos alvos dos mísseis iranianos são bases militares dos Estados Unidos no Golfo Pérsico.
Em Israel, um míssil fez desabar hoje um prédio Bet Shemesh, perto de Jerusalém, e as equipas de socorro divulgaram um balanço de nove mortos e duas dezenas de feridos. No sábado, uma auxiliar de geriatria filipina morreu noutro ataque iraniano em Telavive.
“Estes são dias dolorosos. Ontem [sábado] aqui, em Telavive, e agora em Bet Shemesh, perdemos entes queridos”, declarou Netanyahu, no vídeo gravado no Ministério da Defesa, em Telavive.
Ao anunciar a ofensiva, o Presidente norte-americano, Donald Trump, deu indicações de que a operação visava o derrube do regime do Irão e incitou o povo iraniano a tomar o poder após a intervenção militar conjunta com Israel.