O Instituto do Mundo Lusófono (IMLus) concluiu a formação "Aprendizagem e Ensino de Português Língua Não Materna e Língua de Herança", na Guiné Equatorial, destinada a promover o Português junto da comunidade docente local, de forma a torná-los propagadores da língua de Camões neste país da CPLP.
Mostrando, mais uma vez, porque é reconhecido como o principal e consequente agente de promoção da lusofonia no Mundo, o IMLus associou-se ao Centro de Formação do Vale do Minho, liderado por Jorge Fernandes, que prontamente, respondeu com entusiasmo à proposta de concretização desta iniciativa, através da assinatura de um protocolo de cooperação de formação entre o Conselho do Centro de Formação de Vale do Minho - constituído pelos Diretores dos Agrupamentos de Escolas de Monção, Melgaço, Valença, Cerveira e Caminha - e o IMLus.
Preparado pela Diretora do Centro Cultural do IMLus, Arcelina Santiago, o programa formativo foi certificado pelo Conselho Científico da Formação Contínua de Professores e lecionado por Carla Aires e Carla Gandra, ambas experientes formadoras do Centro de Formação Vale do Minho, que aceitaram o desafio de rumar a Malabo, mesmo que para isso tenha tido de abdicar da pausa letiva e da Páscoa em família.
IMLus vai ter nova delegação
A ambição da Guiné Equatorial de tornar prioritária a adoção da língua portuguesa por parte dos guineenses, é antiga e tem sido, por várias vezes, enfatizada pelo Embaixador da Guiné Equatorial em Lisboa, Tito MBA Ada, entusiasta deste projeto, que visa o ensino/aprendizagem junto de determinados grupos , valorizando a língua portuguesa como um elo de ligação entre os países lusófonos e um agregador de valor em várias dimensões.
O compromisso da Guiné Equatorial com a promoção do Português ficou, igualmente, bem expresso com a presença da Ministra da Educação na abertura do curso e reforçou a divulgação da língua de Camões e a sua afirmação num país com história de amizade com Portugal.
A entrega dos certificados aos alunos da formação "Aprendizagem e Ensino de Português Língua Não Materna e Língua de Herança" realizou-se terça-feira, 2 de Maio, e foi feita por Isabelle de Oliveira, fundadora e presidente do IMLus, além de professora titular HDR (o mais alto grau de docência no sistema universitário francês) da prestigiada Sorbonne, que assinou também um memorando com o governo da Guiné Equatorial para a criação de uma delegação do IMLus local - à semelhança das que já existem em Portugal - de forma a garantir o ensino regular do Português naquele país.
O Instituto do Mundo Lusófono representa uma comunidade de falantes de português/lusófonos apaixonados pela língua portuguesa e pelas culturas lusófonas. Os membros acreditam no papel civilizador da língua e da cultura. Não apenas a "civilização" lusófona no sentido primário da palavra, mas também uma comunidade de valores, filosofia, história, alegria de viver e um modo de vida que ultrapassa as fronteiras do espaço e do pensamento.
JM