O Presidente brasileiro, Lula da Silva, afirmou hoje esperar que o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, se associe ao Brasil na exploração de terras raras e “pare de brigar” com o líder chinês Xi Jinping.
O chefe do executivo brasileiro afirmou que se vive “nos tempos das terras raras” e que o Brasil terá de contar “com a inteligência e a ciência” para dar um “salto de qualidade” na exploração mineral.
“A gente faz o Trump parar de brigar com o Xi Jinping e venha se associar a nós para que a gente possa explorar aqui. Nós não temos veto a ninguém, nós não temos preferência por ninguém”, declarou.
Ainda durante o discurso num evento no interior do estado de São Paulo, Lula reforçou que o Brasil não abre mão da sua soberania na exploração das terras raras e dos minerais críticos.
“Aqui pode vir chinês, pode vir alemão, pode vir francês, pode vir japonês, pode vir americano, pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania”, afirmou.
Essenciais para produtos de alta tecnologia e para a transição energética, as terras raras foram um dos temas da conversa entre Lula e Trump há duas semanas na Casa Branca.
Washington está numa corrida tecnológica contra Pequim, uma vez que o gigante asiático tem a maior reserva do mundo, sendo o Brasil o segundo colocado.
Atualmente, o Congresso Nacional brasileiro discute uma proposta que estabelece um marco regulatório da exploração das terras raras no país, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
Um dos principais pontos da proposta é que as mineradoras devem gerar empregos no país a partir de indústrias que façam o melhoramento e transformação dos minerais, fazendo com que o Brasil não seja um mero exportador de ‘commodity’.
A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base no passado dia 06, o qual está agora a ser apreciado pelo Senado brasileiro.