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Câmara do Porto Moniz reage com “surpresa e expetativa”

Data de publicação
18 Maio 2026
19:16

A Câmara Municipal do Porto Moniz reagiu esta tarde com “surpresa e expetativa” às declarações do secretário regional de Equipamento e Infraestruturas a propósito do anúncio da obra por parte do Governo Regional no Seixal, na sequência da mais recente derrocada.

Em comunicado, a autarquia liderada pelo socialista Olavo Câmara afirma que solicitou, uma audiência ao presidente do Governo Regional “pouco mais de um mês após a respetiva tomada de posse”, para abordar, “entre outros, este assunto”.

“Até hoje, essa pretensão não foi atendida. Foi, adicionalmente, solicitada reunião ao Senhor Secretário, que, aparentemente, confunde defesa da população com demagogia política e esperamos que na reunião solicitada possamos clarificar os assuntos indicados no ofício em questão”, acrescenta a fonte.

A Câmara Municipal recorda que “os alertas são antigos; os incidentes, também” e declara que “as reivindicações efetuadas publicamente são o resultado da inoperância de um Governo que vem adiando o que é essencial: a segurança de um povo que todos os dias se desloca de e para o seu concelho, ladeado de escapas, e que não pode estar sujeito à roleta russa da permanente queda de pedras, à espera que mais uma fatalidade aconteça”.

A autarquia sublinha que o local em causa “há muito que está assinalado como perigoso” e afirma que “o Governo Regional já tinha apresentado um projeto, devidamente estruturado e financeiramente quantificado, em cerca de 5 milhões de euros, com a verba necessária inscrita nos mapas de programação plurianual de investimentos, entre 2017 e 2022” e que “em 2023, sem explicação, esse investimento desapareceu dos mapas”.

“Agora, no espaço de um mês, ocorreram duas derrocadas: depois da primeira, o Governo Regional rejeitou intervir, por alegada ausência de verbas; na sequência da segunda, anunciou a intervenção. Outra vez”, refere a Câmara Municipal.

A autarquia espera agora “que o Governo Regional defina, de uma vez por todas, uma janela temporal concreta para a realização da empreitada e que não se limite novamente à apresentação de mais um projeto, de mais um estudo, de mais um investimento sem concretização no terreno”.

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