PDR muda de nome para Alternativa Democrática Nacional (ADN) e tem novos estatutos

Lusa

O partido PDR anunciou hoje que passou a denominar-se ADN – Alternativa Democrática Nacional, tendo o Tribunal Constitucional (TC) aceitado as alterações referentes ao nome, estatutos, sigla e símbolo.

O partido liderado por Bruno Fialho refere que o acórdão do TC, de 28 de setembro, deu luz verde ao pedido feito em março deste ano, e após reunião extraordinária do Conselho Nacional do agora ex-PDR, para aprovação de novos estatutos, de regulamentos internos e alteração do nome.

De acordo com um comunicado divulgado hoje, o partido passa agora a designar-se ADN – Alternativa Democrática Nacional, apresentando-se como um “partido interclassista” e que “não quer ser catalogado de acordo com a velha dicotomia esquerda/direita” já que que “defende o bem comum e o primado de uma ética política há muito esquecida, tendo na sua matriz ideológica e constitutiva os valores éticos universais da liberdade, da justiça e da solidariedade”.

Segundo Bruno Fialho, citado no mesmo comunicado, a mudança de nome tornou-se necessária, desde logo, porque “a anterior designação assemelhava-se à de outros partidos no boletim de voto, o que criava alguma confusão no eleitorado”.

“Depois, o ADN pretende ser uma verdadeira alternativa para todos aqueles que estão desiludidos com os partidos e com os políticos que, em vez de pensarem no bem-estar dos portugueses, tudo têm feito para se manterem no poder”, justificou.

O presidente do partido explicou ainda que “o partido evoluiu e tem uma nova identidade que o diferencia dos restantes”, qualificando-a como “inovadora, independente e sem agendas pessoais, focando-se nos temas importantes da sociedade e na defesa do bem comum”.

O ADN assume-se como “um partido tendencialmente conservador”, defendendo por isso “instituições e valores tradicionais tais como a família e a educação, além dos usos, costumes, tradições e convenções, mas sem qualquer tipo de radicalismo”.

O agora ex-PDR foi fundado em 05 de outubro de 2014 pelo antigo bastonário da Ordem dos Advogados Marinho e Pinto, que foi substituído na liderança do partido por Bruno Fialho, em 2020.

Nas últimas eleições autárquicas, ainda como PDR, Bruno Fialho encabeçou a candidatura à Câmara de Lisboa pelo partido, mas de acordo com os resultados ficou em último lugar com 0,13%, 319 votos.