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Presidenciais: Gouveia e Melo considera “inútil” o voto em Ventura que “faz parte do sistema”

Data de publicação
15 Janeiro 2026
12:27

O candidato presidencial Gouveia e Melo defendeu hoje que é “completamente inútil” votar no seu adversário André Ventura e considerou que o líder do Chega também é parte do “sistema” em Portugal, mas tenta baralhar os eleitores.

Ao contrário do que se passou na primeira semana de campanha, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada está agora a aumentar a frequência dos seus ataques ao presidente do Chega.

No final de uma vista à Feira de Gondomar, após ser questionado pelos jornalistas sobre a generalidade das sondagens, o almirante sustentou a tese segundo a qual “o voto no doutor André Ventura, neste momento, é completamente inútil”.

“Neste processo eleitoral, com duas voltas, votar André Ventura é meter um único candidato na segunda volta. André Ventura está a baralhar um conjunto de hipóteses, sabendo que não será Presidente da República. Ele deseja ser primeiro-ministro e combater na Assembleia da República com o seu partido para esse objetivo”, justificou.

A seguir, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada tentou associar o presidente do Chega ao atual sistema político, contrapondo que a sua candidatura é a única independente e fora do sistema partidário.

“Eles é que fazem parte do sistema, incluindo André Ventura. O sistema partidário quer partidarizar esta eleição – e isso está errado. Não há mais nenhum candidato independente” nesta eleição presidencial, acentuou.

Depois, pediu aos jornalistas para fazerem “um exercício anti-cinismo”.

“Os meus adversários diziam que eram independentes, mas agora estão agarrados às estruturas partidárias. Um [Marques Mendes] até obrigou o primeiro-ministro [Luís Montenegro] a sair do conforto do seu gabinete para o ir ajudar. E há outro partido que, de forma cínica, se une à volta de um candidato, quando a maior parte desse partido, andava a criticar esse mesmo candidato. Isto é o sistema partidário no seu pior e estou aqui para ser uma alternativa a esse sistema”, advogou.

Tal como fez no discurso que proferiu na quarta-feira à noite, durante um jantar comício em Oeiras, Gouveia e Melo voltou a insurgir-se contra a influência das sondagens na evolução desta campanha eleitoral.

“Estou super confiante e vocês vão ter todos uma surpresa. Há uma diferença entre perceção e realidade. E só há uma realidade: a do voto nas urnas no domingo”, declarou.

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