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Mau tempo: “Parece que não aprendemos com outras situações que ocorreram no passado”

Data de publicação
31 Janeiro 2026
15:02

O candidato presidencial António José Seguro defendeu hoje que, conhecidas as consequências da tempestade Kristin, o país não parece ter aprendido “com outras situações que ocorreram no passado recente”, vincando que a solidariedade não substitui “a responsabilidade do Estado”.

“Parece que não aprendemos com outras situações que ocorreram no passado recente. A questão dos incêndios. A questão do apagão, a questão da emergência no socorro médico, o que se passou no Elevador da Glória”, disse hoje António José Seguro num almoço com apoiantes na Casa do Povo de Vila Cova da Lixa, em Felgueiras, distrito do Porto.

Para o candidato presidencial apoiado pelo PS, não se pode “permitir que o Estado seja um Estado com pés de barro”, porque “as pessoas precisam de confiar nas suas instituições”, sabendo que “o Estado existe para as proteger e para preservar a sua vida e para preservar os seus bens”.

“Eu fico muito feliz com a solidariedade que existe de norte a sul do país com os nossos concidadãos do centro. Mas a solidariedade dos portugueses não pode substituir a responsabilidade do Estado. A solidariedade dos portugueses acrescenta e soma àquilo que deve ser a ação do Estado português”, vincou.

Num discurso feito num pavilhão onde entrou novamente sem música e bandeiras no ar, tal como tinha acontecido na sexta-feira à noite em Viseu, Seguro enalteceu ainda a recolha, pela organização do almoço, de cerca de cinco toneladas de bens alimentares e água para entrega “aos portugueses que neste momento estão a viver uma situação de grande aflição”.

“É este sentido de solidariedade e de amor ao próximo que eu quero aqui enaltecer como uma marca e uma característica da alma de ser português”, assinalou.

Reconhecendo que “catástrofes desta natureza são fenómenos extremos” causados pelas “alterações climáticas”, disse que no passado “podiam ocorrer uma vez em cada século” mas agora é necessário estar preparado para “ocorrerem de uma forma mais frequente”.

“O país tem que encontrar respostas para prevenir e para minorar as dificuldades das consequências que vamos ter, para atender mais rapidamente as pessoas, seja na comunicação, seja no fornecimento das cadeias alimentares, seja no fornecimento de bens essenciais, como a energia elétrica ou como a água”, defendeu.

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