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Mau tempo: Alcácer do Sal prepara-se para nova subida do Sado e fecha avenida ao trânsito

Data de publicação
31 Janeiro 2026
21:58

A circulação rodoviária vai voltar a ser cortada na Avenida dos Aviadores em Alcácer do Sal, às 00:00 de domingo, face a previsões de nova subida do Rio Sado.

Em declarações à agência Lusa, o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, explicou hoje que seis barragens estão a efetuar descargas para o rio e que, durante a madrugada, vai cair “muita chuva”, coincidindo com a preia-mar.

“A partir das 03:00, temos uma célula com muita precipitação, o que nos causa preocupação porque vai coincidir com a subida da maré” do rio, em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, precisou.

E, em coordenação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), um conjunto de seis barragens (Campilhas, Pego do Altar, Vale do Gaio, Monte da Rocha, Alvito e Odivelas) abriu comportas e está a efetuar descargas, que “vão parar às 00:00”.

“O objetivo foi criar capacidade de encaixe nestas barragens e também no Rio Sado para esta precipitação que vamos ter, a partir desta madrugada e nos próximos dias”, realçou.

Estes fatores, de acordo com Tiago Bugio, “contribuem para o aumento do caudal do Rio Sado, que se perspetiva que volte a transbordar novamente até à zona ribeirinha da cidade de Alcácer do Sal”, mais precisamente para a Avenida dos Aviadores.

“O nível do rio não vai ser mais alto, esta madrugada, em comparação com o que aconteceu nos últimos dias”, afiançou, revelando que as autoridades também já instalaram no local “uma bomba de grande capacidade para, à medida que o nível do rio se elevar, retirar a água”.

“Com recurso à bomba, queremos retirar a água da zona ribeirinha e projetá-la mais à frente, para não inundar tanto a área”, reforçou o comandante sub-regional.

Tiago Bugio realçou que, a partir das 00:00, a Avenida dos Aviadores, que tinha sido reaberta na sexta-feira, depois de a água da inundação começar a escoar, vai voltar a ficar fechada ao trânsito.

“E, até lá, aconselhamos as pessoas a retirarem os veículos aí estacionados e a protegerem as suas habitações, fechando portas e janelas, bem como os comércios, com os sacos de areia distribuídos pelo município”, avisou.

O comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral destacou ainda que “a noite de domingo para segunda-feira vai ser pior” do que esta próxima madrugada e que “uma preocupação acrescida será o aumento do vento”.

“Como na segunda-feira vai haver esse incremento do vento, as pessoas devem também proceder ao escoramento de estruturas e de tudo o que possa vir a causar dano”, alertou.

Na sua página na rede social Facebook, consultada pela Lusa, a Câmara de Alcácer do Sal publicou, esta noite, que estão encerrados ao trânsito o acesso norte à ponte rodoviária da cidade e os acessos “à Avenida dos Aviadores e toda a zona ribeirinha”, à localidade de São Romão e a ligação de Arez – Vale do Guizo.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. Este sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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