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Marcelo falou com Montenegro e considera que está consciente do problema na Saúde

Data de publicação
09 Janeiro 2026
22:35

O Presidente da República afirmou hoje que já falou com o primeiro-ministro, na quinta-feira, sobre as mortes ocorridas sem que tenha chegado socorro e considerou que Luís Montenegro está “consciente da importância do problema”.

Em declarações à RTP, na Cidadela de Cascais, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou o apelo para que sejam prestados esclarecimentos sobre estes casos, para dar confiança aos portugueses, e adiantou: “Eu não digo que seja necessariamente pela ministra [da Saúde, Ana Paula Martins]. Normalmente há porta-vozes encarregados desses esclarecimentos”.

Sobre a reunião de hoje do Conselho de Estado, que terminou sem a divulgação de conclusões, referiu que a preocupação, quanto à Ucrânia, era analisar “como é que a Europa está a conseguir relacionar-se com a América, com os Estados Unidos, para fazer a ponte, que é fundamental para enfrentar a situação que se vive no terreno”.

“A outra, em relação aos nossos compatriotas na Venezuela era: felizmente as notícias que chegam são boas, mas foi admitido que as pessoas estão naturalmente sempre a gerir o dia a dia e incertas em relação ao futuro imediato”, acrescentou o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava antes de um jantar com os jornalistas distinguidos com os Prémios Gazeta 2025, nada adiantou quanto a conclusões da reunião do órgão político de consulta presidencial, que durou quatro horas e terminou cerca das 19:10.

Questionado pela RTP se equaciona marcar uma audiência com a ministra da Saúde, o Presidente da República retorquiu: “Eu resolvo isso com o senhor primeiro-ministro”.

“Eu falo com o senhor primeiro-ministro todos os dias, então sobre estas matérias, como imagina, falámos ontem [quinta-feira], antes e depois do debate quinzenal”, afirmou.

O Presidente da República relatou que Luís Montenegro o informou de que “ia falar, e falou no debate quinzenal, e das medidas que já tinham sido tomadas ou iam ser tomadas ou iam ser anunciadas”.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, o chefe do Governo PSD/CDS-PP mostrou-se “consciente da importância do problema e daquilo que é perturbador na vida das pessoas, e sobretudo na maneira como elas encaram aquilo que se passa em situações críticas de saúde”.

Sem responder se são suficientes as explicações dadas pelo Governo, defendeu que “os esclarecimentos ganham em ser muito concretos”, sobre “o que é que falhou” e porquê, para evitar especulações sobre se “foi a triagem” ou “a falta de ambulâncias”.

Interrogado se estão a faltar esclarecimentos da ministra da Saúde, o chefe de Estado começou por especificar os pontos que espera ver esclarecidos perante as mortes que ocorreram sem que tivesse chegado socorro: a atuação do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) nesses casos, a coordenação com os bombeiros, o número de ambulâncias e as distâncias que têm de percorrer.

O chefe de Estado apontou ainda o problema “não apenas de as ambulâncias ficarem retidas em fila de espera, mas as macas não ficarem disponíveis para as ambulâncias poderem regressar rapidamente” e questionou se há ou não “questões de financiamento”, incluindo “aos bombeiros, para esse serviço fundamental, sobretudo em períodos como são períodos de crise”.

Quanto a quem deve prestar esses esclarecimentos, adiantou: “Eu não digo que seja necessariamente pela ministra. Normalmente há porta-vozes encarregados desses esclarecimentos, pode não ser ministro ou secretário de Estado”.

“E depois há os problemas em si mesmos, que têm de ser resolvidos. Já ontem [quinta-feira] houve uma reunião entre bombeiros e a INEM, para ver o que falta, o que é preciso fazer, o que é que é um problema de coordenação”, prosseguiu.

O Presidente da República realçou que os portugueses precisam de ter “certeza nos serviços” e “confiança de que aquilo que aconteceu num, dois, três casos não vai acontecer com eles, com os seus avós, os seus pais, os seus filhos, os seus parentes, os seus vizinhos”.

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