O irmão de Joe Berardo, Jorge Rodrigues Berardo, foi constituído arguido no âmbito do processo que levou à detenção do empresário madeirense e do seu advogado, André Luiz Gomes, noticia o Jornal de Notícias.
Adianta a mesma fonte que Jorge Berardo foi constituído arguido por suspeitas de ter ajudado o irmão a dissipar o património que poderia ter coberto pelo menos parte dos 462 milhões de euros, em dívida à Caixa Geral de Depósito, mas também aos outros bancos. Berardo deve cerca de mil milhões de euros.
Já de acordo com o expresso, uma contabilista da Madeira, Fátima Câmara, também prestou Termo de Identidade e Residência, tal como o Renato Berardo (filho) e a economista Sofia Catarino, ligada à administração da Associação de coleções.
O Expresso refere ainda entre os arguidos em nome coletivo estão a Sociedade Luiz Gomes & Associados, Atram - Sociedade Imobiliária S.A, Associação Colecção Berardo, Associação de Coleções, Moagens e Associadas SA e Metalgest - Sociedade de Gestão, SGPS, SA.
O processo CGD, que está a ser investigado desde 2016, conta atualmente com 12 arguidos.
O caso foi tornado público depois de uma operação em que foram feitas cerca de meia centena de buscas, 20 domiciliárias, 25 não domiciliárias, três a estabelecimentos bancários e uma a escritório de advogado.
Segundo comunicados da PJ e do DCIAP, nesta investigação, que decorre no âmbito do denominado processo Caixa Geral de Depósitos (CGD), existem suspeitas da prática de administração danosa, burla qualificada, fraude fiscal qualificada, branqueamento e, eventualmente, crimes cometidos no exercício de funções públicas.
A PJ esclareceu que se trata de um grupo "que entre 2006 e 2009 contratou quatro operações de financiamentos com a CGD, no valor de cerca de 439 milhões de euros" e que terá causado "um prejuízo de quase mil milhões de euros" à CGD, ao Novo Banco e ao BCP.
Redação/Lusa