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Chega exige fazer parte do executivo para votar a favor do Programa de Governo nos Açores

Data de publicação
09 Fevereiro 2024
18:43

O presidente do Chega/Açores disse hoje que o partido está disponível para viabilizar o Programa do Governo da coligação PSD/CDS-PP/PPM se integrar o executivo e se ficarem de fora os líderes açorianos dos dois partidos minoritários.

“A condição que impomos [para votar a favor do Programa do Governo], a primeira de todas, é fazermos parte do Governo. Tão simples quanto isso”, disse José Pacheco aos jornalistas em conferência de imprensa, em Ponta Delgada.

Hoje de manhã, o PS/Açores anunciou que vai votar contra o Programa do Governo da coligação PSD/CDS-PP/PPM, que venceu no domingo as eleições regionais sem maioria absoluta.

Além disso, acrescentou José Pacheco, para o Chega votar a favor do Programa do Governo, os líderes locais do CDS-PP e PPM, Artur Lima e Paulo Estêvão, respetivamente, não podem integrar o novo executivo liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro.

“Esses dois hão de conversar com o sócio maioritário, que a mim não me diz respeito e eles é que hão de acertar entre si. Eu, do outro lado, que também estou a negociar isso, não vejo com bons olhos a permanência desses senhores no Governo, porque a última experiência foi má demais”, declarou.

O presidente do Chega/Açores disse ainda que até ao momento não recebeu nenhum telefonema de José Manuel Bolieiro, mas admitiu tomar a iniciativa: “Admito, porque até é um bocadinho do meu feitio, quando alguém não me dá uma resposta, dizer ‘afinal tu o que queres?’”, salientou.

“É assim que eu trabalho, é assim que eu falo com as pessoas, porque eu tenho muito respeito por esta terra e por estas pessoas e, quando alguém se mantém em silêncio e não quer dizer nada, está a fechar-se em copas e a fazer o jogo lá [no continente] do [Luís] Montenegro [líder do PSD], se calhar vou ter que lhe telefonar e dizer ‘ou nós resolvemos isto, ou os Açores é que vão penar’”, acrescentou.

Ainda de acordo com José Pacheco, quando for recebido pelo representante da República, Pedro Catarino, que irá ouvir os partidos nos dias 19 e 20 de fevereiro, irá dizer que o Chega está disponível “para a governação, para levar os Açores em frente”.

Em conferência de imprensa hoje de manhã, o presidente do PS/Açores, Vasco Cordeiro, anunciou que o partido vai votar contra o Programa do Governo da coligação liderada pelos sociais-democratas, considerando que “há política nacional a mais e Açores a menos na gestão que a coligação PSD/CDS-PP/PPM e Chega estão a fazer da situação resultante das eleições de 04 de fevereiro”.

Também por isso, acrescentou, “há a necessidade de tornar clara a posição política que o PS/Açores assume face ao Programa do XIV Governo Regional, porque fazê-lo já é um sinal claro de respeito pela autonomia dos Açores, mas, não menos importante, a reafirmação evidente da autonomia de decisão do PS/Açores”.

A decisão foi tomada por unanimidade na reunião do Secretariado Regional e na reunião da Comissão Regional do PS, órgão máximo entre congressos, realizadas na quinta-feira, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

Nas eleições regionais de domingo, PSD/CDS-PP/PPM elegeram 26 deputados, ficando a três da maioria absoluta.

José Manuel Bolieiro, líder da coligação de direita, no poder no arquipélago desde 2020, disse que irá governar com uma maioria relativa nos próximos quatro anos.

O PS é a segunda força no arquipélago, com 23 mandatos, seguido pelo Chega, com cinco mandatos. BE, IL e PAN elegeram um deputado regional cada, completando os 57 eleitos.

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