A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) decidiu hoje realizar a 29 de janeiro uma concentração de protesto junto ao Aeroporto de Lisboa, acusando o Governo de não cumprir o acordo de 2024 para valorização das carreiras.
Em reunião de direção realizada hoje, a ASPP/PSP, que decidiu em novembro passado abandonar as negociações com o Governo alegando que o executivo não estava a cumprir as metas do acordo de julho de 2024, anunciou igualmente que em fevereiro vai realizar ações em diversos comandos, a anunciar em breve, “com o levantamento de debilidades, condições de trabalho e violações de direitos para posterior exposição pública”.
A direção do maior sindicato da PSP decidiu também organizar uma concentração de polícias durante a realização de um Conselho de Ministros e a permanência de profissionais da PSP nas galerias da Assembleia da República durante um debate quinzenal.
Numa nota hoje divulgada, a ASPP/PSP considera que existe “falta de seriedade” do Governo no incumprimento do acordo celebrado e lembra que após os protestos realizados no final do ano passado junto à residência oficial do primeiro-ministro houve “uma total ausência de respostas”.
O sindicato acusa o executivo de ter uma postura de desvalorização salarial, bem como estar a fazer o bloqueio das pré-aposentações, o corte de folgas e, acima de tudo, o desrespeito pelo acordo de julho de 2024.
A direção da ASPP/PSP, diz que se mantém disponível para reunir com o Governo “desde que este cumpra palavra dada e apresente uma proposta concreta sobre o que foi acordado”, mas que caso o executivo “não altere a sua linha de ação, avançará para concentrações em eventos de relevo nacional, protestos junto ao Ministério da Administração Interna (MAI) e a organização de uma manifestação de polícias a nível nacional”.