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Venezuela: Milhares de apoiantes de Maduro manifestam-se em Caracas pela sua libertação

Data de publicação
05 Janeiro 2026
21:50

Milhares de apoiantes do deposto presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado pelos Estados Unidos no sábado junto com a mulher, manifestam-se hoje em Caracas pela sua libertação.

Organizada a pedido do governo, a manifestação decorre em paralelo com a investidura da presidente interina Delcy Rodriguez e enquanto Maduro, levado à força pelos americanos no sábado, declarou-se não culpado perante a justiça dos Estados Unidos, numa primeira audiência em Tribunal, hoje.

Os manifestantes gritaram o ‘slogan’ “Maduro, aguenta, a Venezuela levanta-se!”, que rima em espanhol (Aguante/Levante), constataram os jornalistas da agência de notícias francesa AFP no local.

“Trump-Marco Rubio, malditos assassinos e sequestradores. Onde está realmente a verdadeira justiça nos Estados Unidos?”, podia ler-se num cartaz, adianta a agência noticiosa.

Alguns manifestantes exibiam brinquedos com as caras de Maduro e de Cilia Flores, a primeira-dama também levada à força para os Estados Unidos durante a operação de sábado.

No palco, um dos organizadores anunciou o que Maduro declarou hoje no tribunal em Nova Iorque: “Não sou culpado, eu sou um homem honesto, continuo a ser o Presidente da Venezuela.”

Nicolas Maduro Guerra, ‘Nicolasito’, como é chamado, o filho de Nicolas Maduro, juntou-se aos manifestantes após a posse de Delcy Rodriguez e disse ter tido uma “comunicação indireta com o presidente”, embora não pudesse “dizer mais nada”.

“Lá (nos Estados Unidos), temos uma boa equipa que nos apoia e nos ajuda a defender a dignidade”, precisou, sob aplausos. “Marchamos porque queremos mostrar ao mundo que o nosso presidente Nicolas Maduro e a nossa primeira combatente Cilia Flores não estão sozinhos. Um povo pronto a dar a sua vida por eles”, garantiu Antony Quintana, 39 anos, funcionário municipal.

Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” para capturar e julgar Maduro e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Após breves declarações num tribunal de Manhattan hoje, em que ambos se declararam inocentes nas acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais, a próxima audiência de Maduro e Cilia Flores, que vão continuar detidos, ficou agendada para 17 de março.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro.

A UE defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González, ao passo que o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para que a ação militar norte-americana poderá ter “implicações preocupantes” para a região, expressando preocupação com a possível “intensificação da instabilidade interna” na Venezuela.

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