Cinco espanhóis, incluindo um cidadão com dupla nacionalidade, foram libertados da prisão na Venezuela, anunciou hoje o Governo espanhol.
“O governo espanhol congratula-se com a libertação hoje em Caracas de cinco espanhóis, incluindo uma cidadã com dupla nacionalidade, que se preparam para regressar a Espanha com a ajuda da nossa embaixada em Caracas”, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol num comunicado.
Antes, as autoridades da Venezuela tinham anunciado a libertação de um “número significativo” de presos, tanto venezuelanos como estrangeiros, num processo que já está a decorrer.
Trata-se de “um gesto unilateral para reforçar” a “decisão irredutível de consolidar a paz” no país e “a convivência pacífica”, sem distinção de ideologia ou religião, disse o presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, numa conferência de imprensa em Caracas, sem precisar o número de pessoas que vão ser libertadas.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, congratulou-se com a libertação dos cinco presos espanhóis na Venezuela, medida que classificou como “um passo necessário” para o diálogo e a reconciliação no país, numa mensagem nas redes sociais.
“Celebramos a libertação dos espanhóis que passaram mais de um ano detidos na Venezuela. É um ato de justiça e um passo necesário para impulsionar o diálogo e a reconciliação entre os venezuelanos”, escreveu Sánchez.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol confirmou que os libertados, que deverão chegar na sexta-feira a Espanha, são José María Basoa, Andrés Martínez Adasme, Miguel Moreno Dapena, Ernesto Gorbe Cardona e a hispano-venezuelana Rocío San Miguel.
O anúncio das autoridades da Venezuela ocorre cinco dias depois da operação militar dos EUA no país da América Latina, que levou à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da mulher, Cilia Flores.
A ‘número dois’ do Governo de Maduro, Delcy Rodriguez - irmã do atual presidente do parlamento - foi entretanto investida como nova Presidente da Venezuela.
O balanço mais recente da organização não-governamental (ONG) Foro Penal, indica que há na Venezuela 863 presos políticos, incluindo 86 pessoas com nacionalidade estrangeira ou com dupla nacionalidade.