O governo norte-americano levantou hoje as sanções que tinha imposto contra a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, o que representa um novo passo na normalização das relações entre os dois países.
Washington retirou Delcy Rodriguez da sua lista negra através de uma publicação no ‘site’ do serviço governamental responsável pelas sanções económicas (OFAC).
Hoje de manhã, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, classificou como “extraordinário” o que foi alcançado nos últimos três meses na Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro, ao mesmo tempo que apelou à paciência para se conseguir uma transição completa no país caribenho.
“O que foi alcançado na Venezuela em apenas três meses é, no mínimo, extraordinário”, comemorou Rubio numa entrevista à emissora norte-americana Fox News, na qual defendeu que se deva ser “paciente” para concluir uma fase de transição onde, segundo salientou, deverão realizar-se eleições “livres” e “justas”.
Desde a captura de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assume a presidência interina e multiplica as concessões e gestos de apaziguamento em relação aos Estados Unidos, enquanto Donald Trump repete incessantemente que é ele quem agora dirige de facto o país a partir de Washington.
Trump pretende ter uma palavra a dizer sobre a exploração das imensas reservas petrolíferas do país. O OFAC, que depende do Ministério das Finanças dos Estados Unidos, está, aliás, a levantar gradualmente o embargo imposto em 2019 sobre o petróleo do país.
Na segunda-feira, os Estados Unidos anunciaram o reinício das atividades da sua embaixada na Venezuela, sete anos após o seu encerramento.
As sanções americanas implicavam o congelamento de quaisquer ativos detidos pela Sra. Rodriguez nos Estados Unidos e proibiam as empresas e os cidadãos americanos de fazer negócios com ela.
Delcy Rodríguez, elogiou hoje a decisão dos Estados Unidos de a retirar da lista de pessoas sancionadas e manifestou o desejo de que isso conduza ao levantamento das medidas impostas por Washington contra o seu país, medidas que foram flexibilizadas nos últimos meses de aproximação entre ambas as nações, que restabeleceram as suas relações diplomáticas.