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Venezuela: Colômbia aguardará que Caracas decida futuro antes de reconhecer Delcy Rodríguez

Data de publicação
06 Janeiro 2026
18:36

O Governo colombiano anunciou hoje que vai aguardar que os venezuelanos decidam o futuro político do país antes de reconhecer Delcy Rodríguez como Presidente interina, após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

“Só os venezuelanos, exercendo a sua soberania, podem decidir o seu destino. Neste momento, dada a ausência do Presidente Maduro, a vice-presidente foi escolhida para ocupar o cargo de chefe de Estado, o que obedece à ordem política interna do país”, declarou a ministra dos Negócios Estrangeiros colombiana, Rosa Yolanda Villavicencio, numa conferência de imprensa em Bogotá.

Delcy Rodríguez, até segunda-feira vice-presidente executiva da Venezuela, tomou posse como Presidente interina do país, dois dias depois da captura de Nicolás Maduro e da mulher, a congressista Cilia Flores, pelas forças norte-americanas, durante uma ofensiva armada a Caracas e três estados vizinhos.

“Respeitamos as decisões soberanas desse ordenamento jurídico”, sublinhou a chefe da diplomacia colombiana, referindo-se à posse de Rodríguez como Presidente interina.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira, numa entrevista telefónica ao canal televisivo NBC News, que tem “a sensação” de que Delcy Rodriguez - que o seu Governo nomeou como interlocutora, ao invés da líder da oposição e Prémio Nobel da Paz 2025, María Corina Machado – está “a cooperar” com as autoridades norte-americanas.

O Governo colombiano não reconheceu Maduro como Presidente, após as eleições legislativas venezuelanas de julho de 2024, que a oposição alega terem sido ganhas pelo seu candidato, Edmundo González Urrutia, porque as autoridades não divulgaram as atas eleitorais que supostamente comprovariam uma vitória.

A MNE colombiana acrescentou que o Governo do Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, espera que Rodríguez possa “dialogar com as diferentes forças políticas” na Venezuela e, entretanto, observará um compasso de espera.

Villavicencio indicou ainda que o Governo de Bogotá está disposto a exercer o papel de mediador para ajudar a Venezuela a ultrapassar a atual crise.

Sobre a situação na fronteira de 2.219 quilómetros que a Colômbia partilha com a Venezuela, a ministra afirmou que há “total normalidade” e que o Governo está preparado para atender qualquer emergência.

Também a diretora da Imigração colombiana, Gloria Arriero, indicou que “o fluxo [de pessoas] se mantém constante nos postos de controlo fronteiriços” e “não tem havido alteração”.

Segundo a responsável, uma média de 60 mil pessoas atravessa diariamente a fronteira em Cúcuta, capital do departamento de Norte de Santander, situada em frente ao estado venezuelano de Táchira, e este número não se alterou após o ataque armado dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Maduro, no sábado.

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