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Ucrânia: Kremlin insiste que Crimeia é parte integrante da Rússia

Data de publicação
18 Março 2024
13:02

O Kremlin defendeu hoje que a Crimeia é parte integrante da Federação Russa, no décimo aniversário da anexação da península ucraniana.

”O importante é que a Crimeia ‘de jure’ e ‘de facto’ é uma parte inalienável da Federação Russa”, disse o porta-voz presidencial Dmitri Peskov, perante jornalistas, acrescentando que “a declaração de independência e a subsequente decisão de (a península ucraniana) aderir à Rússia foram concluídas em estrita conformidade com o direito internacional”.

Entretanto, o chefe do Serviço de Espionagem Estrangeira da Rússia, Serguei Narishkin, classificou a decisão do presidente soviético Nikita Khrushchev de entregar a península à Ucrânia, em 1954, como um “erro imperdoável”.

Nariskhin sublinhou que, naquela altura, já tinha ficado claro que “essa medida anticonstitucional e voluntarista contradizia diretamente as aspirações dos habitantes da península”.

Encorajadas por grupos subversivos ligados aos serviços secretos russos, as autoridades da Crimeia realizaram um referendo, em 16 de março de 2014, para se tornarem independentes da Ucrânia.

Para garantir que Kiev não sabotasse a livre expressão da vontade popular, o presidente russo, Vladimir Putin, aprovou o envio de tropas russas para a península da Crimeia.

Em 16 de março, os habitantes da península votaram uma de duas opções: a reunificação com a Rússia ou a manutenção do estatuto da Crimeia como parte da Ucrânia.

Na contagem final do referendo, 96,5% dos eleitores - mais de 80% dos quais eram de etnia russa - apoiaram a adesão à Federação Russa.

A Crimeia regressou ao domínio russo dois dias depois, quando Putin assinou um tratado bilateral no Kremlin pelo qual a península e o porto de Sebastopol passavam a ficar integrados na Federação Russa.

O regresso da Crimeia à Federação Russa provocou uma vaga de alegria popular - 86% dos russos continuam a apoiar a anexação, de acordo com uma recente sondagem - diferente de tudo o que se viu desde a queda da URSS em 1991.

Nessa altura, em 2014, a península serviu de trampolim para a revolta armada pró-Rússia que eclodiu um mês depois no Donbass e de plataforma para a atual campanha militar, que permitiu construir um corredor entre a Rússia continental e o território.

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