O secretário-geral da ONU considerou hoje os quatro anos de guerra na Ucrânia como “uma mancha na consciência coletiva” e uma ameaça à paz e à segurança regional e internacional.
António Guterres observou que quanto mais a guerra se prolonga, mais mortífera se torna, de acordo com um comunicado em que assinalou os quatro anos desde que a Federação Russa lançou uma invasão em larga escala da Ucrânia, em violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.
“Os civis são os que mais sofrem com este conflito, e 2025 deverá testemunhar o maior número de civis mortos na Ucrânia. Isto é simplesmente inaceitável”, afirmou, citado num comunicado divulgado pelo seu gabinete.
“Esta guerra devastadora é uma mancha na nossa consciência coletiva e continua a ser uma ameaça à paz e à segurança regional e internacional”, sublinhou.
O líder da ONU reiterou o apelo para um cessar-fogo imediato, completo e incondicional como primeiro passo para uma paz justa, duradoura e abrangente.
Para que a paz seja justa, defendeu o antigo primeiro-ministro português, deve estar em conformidade com a Carta da ONU, o direito internacional, as resoluções pertinentes das Nações Unidas, respeitando a independência, a soberania e a integridade territorial da Ucrânia.
As Nações Unidas mantêm-se prontas para contribuir com todos os esforços nesse sentido, garantiu.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).