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Médio Oriente: Israel diz ter atingido mais de 200 alvos do Hezbollah em 24 horas

Data de publicação
11 Abril 2026
16:48

O exército israelita anunciou hoje que atingiu mais de 200 alvos do movimento islâmico Hezbollah, aliado de Teerão, no Líbano, nas últimas 24 horas, poucos dias antes das negociações agendadas para Washington entre Israel e Beirute.

“Nas últimas 24 horas, o exército atingiu mais de 200 alvos do Hezbollah no Líbano”, referiu um comunicado militar, citado pela agência France-Presse (AFP).

Segundo o texto, “a Força Aérea israelita continua os seus ataques contra as infraestruturas do Hezbollah e está a apoiar as forças terrestres que operam no sul do Líbano”.

Ataques aéreos israelitas no sul do Líbano mataram hoje 10 pessoas, incluindo três socorristas, informou o Ministério da Saúde, enquanto meios de comunicação estatais avançaram que cerca de 10 localidades foram alvo da ofensiva.

Segundo o governo libanês, citado pela AFP, três ataques atingiram três locais no distrito de Nabatieh, matando, entre outros, um membro da Defesa Civil e dois socorristas do Comité Islâmico de Saúde, afiliado do grupo xiita libanês pró-iraniano Hezbollah.

O Ministério da Saúde denunciou os ataques contra socorristas como “sistemáticos” por parte de Israel, que está em guerra com o movimento libanês pró-Irão desde 02 de março.

Os Estados Unidos (EUA) e o Irão iniciaram hoje negociações de paz, em Islamabad, capital do Paquistão, dominadas pelo fim do bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra lançada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

Além do fim daquele bloqueio, o programa nuclear iraniano e a produção de mísseis de longo alcance também estão no centro das conversações.

Teerão exigiu que o cessar-fogo abranja também os confrontos entre Israel e o Hezbollah e o desbloqueio dos ativos do país antes de se sentar à mesa das negociações.

Israel e EUA consideraram que o Líbano não está abrangido pelo cessar-fogo em vigor, apesar de a mediação paquistanesa ter dito o contrário e de Teerão incluir os ataques de Israel no país vizinho nas violações da trégua que diz terem sido já cometidas.

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