O julgamento por corrupção do primeiro-ministro israelita deve ser retomado no domingo, anunciou hoje o Ministério Público de Israel.
O julgamento foi suspenso no âmbito do estado de emergência decretado no início do conflito com o Irão.
“Depois do levantamento do estado de emergência em vigor em todo o país e devido ao reinício dos trabalhos no sistema judicial israelita, as audiências vão decorrer de forma normal”, indicou a Justiça israelita num comunicado.
Benjamin Netanyahu está a ser julgado por três casos de corrupção, acusado de suborno, fraude e abuso de confiança.
Num primeiro caso, Netanyahu e a mulher, Sara Netanyahu, são acusados de aceitar artigos de luxo, como charutos, joias e champanhe, no valor de cerca de 250.000 euros, provenientes de multimilionários, em troca de favores políticos.
Entre as acusações imputadas ao líder israelita, destaca-se abuso de poder para pressionar meios de comunicação social a divulgarem informações favoráveis ao Governo.
Um dos casos remonta ao 2000, quando Netanyahu teria tentado chegar a um acordo com o jornal Yedioth Aharonot para que este falasse de forma positiva da sua administração, em troca de promover uma legislação que prejudicasse o principal concorrente o jornal Israel Hayom.
O primeiro-ministro negou ter cometido qualquer crime e afirmou que todas as acusações foram inventadas, no âmbito de um golpe político liderado pela polícia e pelo Ministério Público.
O processo tem sido sujeito a constantes atrasos desde o início, em maio de 2020.