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Irão: Trump exige agora acordo “excelente e significativo” para acabar a guerra

Data de publicação
25 Maio 2026
14:27

O Presidente norte-americano, Donald Trump, advertiu hoje que um eventual acordo com o Irão terá de ser “excelente e significativo”, caso contrário não será concretizado, depois de ter admitido no sábado que estava iminente.

“Ou o acordo com o Irão será um acordo excelente e significativo, ou não haverá acordo”, escreveu Trump numa rede social própria.

Trump começou por anunciar no sábado que o acordo estava quase finalizado, para no dia seguinte assegurar ao aliado Israel que iria incluir a questão do programa nuclear iraniano, que Teerão recusa discutir.

Ainda antes da advertência de hoje, já tinha moderado as expectativas ao dizer que dera instruções aos negociadores para que não se apressassem, porque o tempo estava do lado dos Estados Unidos.

Pelo meio, o Paquistão, mediador do acordo, anunciou que esperava acolher muito em breve uma nova ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão, enquanto o chefe do exército paquistanês se deslocava a Teerão.

O cenário positivo, pelo menos até sábado, trouxe alívio aos mercados e os preços do petróleo caíram hoje abaixo da barreira dos 100 dólares, o que não acontecia há duas semanas, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

Já hoje, o porta-voz da diplomacia do Irão admitiu progressos nas negociações, adiantando mesmo que as partes chegaram a “uma conclusão sobre grande parte das questões”, mas recomendou prudência.

“Daí a dizer que a assinatura de um acordo é iminente, ninguém o pode afirmar”, declarou Esmaeil Baghaei, acusando Washington de ser versátil.

Os ataques contra o Irão têm estado em pausa com a entrada em vigor de um cessar-fogo em 08 de abril, com que Washington e Teerão concordaram para dar vez às negociações promovidas pelo Paquistão.

O fracasso de uma primeira ronda em Islamabad em abril levou Trump a ordenar um bloqueio naval ao Irão, o que agravou a situação no estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão desde o início da guerra.

Passagem habitual de um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo, o bloqueio do estreito de Ormuz causou uma subida acentuada dos preços do petróleo e o receio de uma recessão económica global.

O Japão, uma das economias mais robustas do mundo, anunciou hoje a apresentação em breve de um orçamento suplementar para ajudar as famílias a enfrentar o aumento do custo de vida causado pela guerra no Médio Oriente.

A guerra foi desencadeada por um ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro.

Teerão respondeu com o bloqueio do estreito de Ormuz e com ataques contra países da região, generalizando o conflito a uma parte significativa do Médio Oriente.

A guerra provocou já milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, arrastado para o conflito pelos ataques do grupo libanês pró-iraniano Hezbollah contra Israel.

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