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Guterres aponta neonazis como prinicipal ameaça à segurança de vários países

JM-Madeira

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Data de publicação
14 Junho 2023
18:15

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou hoje que os movimentos neonazis de supremacia branca representam hoje a principal ameaça à segurança interna em vários países e alertou para a radicalização 'online'.

Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU para debater o impacto na promoção da paz da intolerância, incitação ao ódio, racismo e outras manifestações de extremismo, Guterres focou-se na questão do ódio, principalmente 'online', que "contribui para horríveis ciclos de violência que podem durar décadas".

"Em todo o mundo, testemunhamos uma onda de xenofobia, racismo e intolerância, misoginia violenta, ódio antimuçulmano, antissemitismo virulento e ataques a comunidades cristãs minoritárias. Os movimentos neonazis de supremacia branca representam hoje a principal ameaça à segurança interna em vários países - e a que mais cresce", disse.

Admitindo que este não é um problema recente, o líder da ONU frisou que a velocidade com que se propaga e o seu alcance são preocupantes, tecendo duras críticas às redes sociais, as quais acusou de "equipar os propagadores do ódio com um megafone global".

"Hoje, nenhuma conspiração é ultrajante demais para encontrar um grande público; nenhuma falsidade absurda demais para alimentar um frenesim 'online'. Afirmações não verificadas ou mentiras descaradas podem ganhar credibilidade instantânea, colocadas em pé de igualdade com factos e ciência. Eles são frequentemente adotados - e até promovidos - por líderes políticos", sublinhou.

O ex-primeiro-ministro português afirmou que os efeitos do ódio são "mortais", dando como exemplo os ataques a uma mesquita em Christchurch, na Nova Zelândia ou a uma sinagoga em Pittsburgh e a uma igreja em Charleston, nos Estados Unidos, em que os perpetradores foram todos radicalizados 'online'.

As próprias Nações Unidas não estão imunes a esta ameaça, defendeu Guterres, indicando que, no ano passado, uma sondagem com as forças de paz da ONU mostrou que 75% veem a desinformação como uma ameaça direta à sua segurança e proteção.

Na reunião de hoje, convocada pelos Emirados Árabes Unidos, participaram ainda, por videoconferência, o imã da Mesquita de al-Azhar, Ahmed el-Tayeb, e o arcebispo Paul Richard Gallagher, em representação do Vaticano, além da ativista franco-marroquina Latifa Ibn Ziaten, que compareceu presencialmente em Nova Iorque.

Defendendo que o Islamismo e outras religiões não têm culpa pelo fenómeno do terrorismo, o imã de al-Azhar responsabilizou antes as "filosofias materiais e doutrinas económicas que desrespeitam os princípios morais".

Ahmed el-Tayeb aproveitou ainda a presença de um vasto corpo diplomático na reunião para apelar ao Conselho de Segurança e à comunidade internacional para que "acelerem sem demora o reconhecimento de um Estado palestiniano independente com Jerusalém como sua capital", assim como a proteção da mesquita de Al-Aqsa - foco histórico de tensão - das violações contínuas que enfrenta.

Lusa

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