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Estudantes das Filipinas manifestaram-se contra casos de corrupção no país

Data de publicação
12 Setembro 2025
11:00

Milhares de estudantes nas Filipinas manifestaram-se hoje na cidade de Quezon contra a corrupção, quando decorrem investigações a projetos de controlo de cheias que alegadamente foram concluídos, mas que são inexistentes ou de baixa qualidade.

Em comunicado, o Conselho Estudantil da Universidade das Filipinas-Diliman declarou que o “vasto sistema de corrupção e a corrupção dentro do governo” é exposto diariamente”.

A organização de estudantes acrescentou que “os corruptos vivem no luxo” enquanto milhões de cidadãos filipinos continuam a viver em extrema pobreza.

Mais de dois mil jovens vestidos de negro protestaram na universidade da cidade de Quezon, de acordo com os dados do conselho estudantil citados pela emissora filipina ABS-CBN.

A manifestação universitária na província de Quezon, organizada por vários grupos estudantis e da sociedade civil, ocorreu no dia em que estavam também planeados outros protestos em Manila, incluindo um protesto frente à sede do Departamento de Obras Públicas e Estradas das Filipinas (DPWH).

As autoridades mobilizaram uma força de segurança reforçada de 2.500 polícias em vários pontos da capital das Filipinas.

De acordo com o porta-voz da polícia de Manila, Randulf Tuaño, o objetivo do destacamento foi evitar surtos de violência como os que se registaram durante recentes protestos anticorrupção em outros países asiáticos.

“O que aconteceu na Indonésia e no Nepal não faz parte da cultura filipina”, disse Tuaño em entrevista à emissora estatal PTV.

Os protestos ocorridos hoje nas Filipinas foram organizados numa altura em que se regista indignação no país sobre projetos multimilionários de controlo de cheias, mas que se revelaram inexistentes ou de baixa qualidade.

O Presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., ordenou em agosto uma investigação sobre os projetos.

De acordo com o ministro das Finanças, Ralph Recto, os projectos causaram prejuízos de 1,771 mil milhões de euros ao erário público nos últimos dois anos.

Marcos criou um órgão independente para rever os contratos atribuídos pelo DPWH, enquanto o Senado conduz uma própria investigação sobre o assunto, marcada por alegações de corrupção contra dois senadores.

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