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Barco que naufragou no Mediterrâneo tinha 350 paquistaneses a bordo

JM-Madeira

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Data de publicação
23 Junho 2023
14:57

Cerca de 350 paquistaneses estavam no barco de pesca sobrelotado com migrantes que naufragou na Grécia na semana passada, e muitos destes foram dados como desaparecidos, afirmou hoje o ministro do Interior do Paquistão.

O ministro do Interior paquistanês, Rana Sanaullah Khan, disse aos legisladores da Assembleia Nacional que cerca de 700 migrantes estavam no barco quando afundou em 14 de junho, ao largo da Grécia.

Apenas 104 pessoas, incluindo 12 paquistaneses, foram resgatadas com vida, e até agora apenas 82 corpos foram recuperados.

O número total de pessoas no navio não foi oficialmente confirmado.

"Até agora, 281 famílias entraram em contacto com o Governo para dizer que os seus filhos ou familiares poderiam estar no barco", afirmou o ministro paquistanês.

Os comentários de Khan chocaram os legisladores, que pareciam muito angustiados enquanto o ministro falava. Foi a primeira vez que um alto funcionário informou que tantos cidadãos paquistaneses estavam desaparecidos desde o naufrágio do barco na Grécia.

As autoridades estão a coletar amostras de ADN das pessoas que provavelmente tinham familiares no pesqueiro para ajudar na identificação dos corpos.

O governo também lançou uma operação contra os traficantes de pessoas que organizaram a viagem para os paquistaneses no barco de pesca. Até agora, a polícia deteve pelo menos 17 pessoas suspeitas de envolvimento no caso.

As autoridades disseram ainda que as vítimas pagaram aos traficantes entre 5.000 e 8.000 dólares pela viagem.

A Grécia tem sido amplamente criticada por alegadamente não ter tentado salvar os migrantes antes do naufrágio em águas internacionais.

As autoridades de Atenas dizem que os passageiros recusaram qualquer ajuda e insistiram em seguir para a Itália.

Nove homens egípcios suspeitos de pertencerem à tripulação do navio estão sob custódia da polícia na Grécia e enfrentam acusações que incluem participação em organização criminosa, homicídio e de causarem o naufrágio.

Os paquistaneses que acreditam ter perdido familiares no naufrágio estão a pedir aos seus cidadãos que não enviem os seus parentes para o estrangeiro ilegalmente.

Muitos dos migrantes desaparecidos são da província oriental de Punjab, mais populosa do país, e de cidades remotas da Caxemira, uma região nos Himalaias disputada entre o Paquistão e a Índia.

O Paquistão está a passar por uma das suas piores crises económicas, com inflação de até 45% nos últimos meses, e muitos jovens estão a fazer viagens perigosas para Europa para encontrarem empregos melhores.

Lusa

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