Os proveitos do alojamento turístico da Região registaram um crescimento expressivo em fevereiro de 2026, acompanhados por uma subida mais moderada no número de dormidas.
De acordo com os dados divulgados pela Direção Regional de Estatística da Madeira, as receitas totais aumentaram 12,7% face ao mesmo mês do ano anterior, enquanto as dormidas cresceram 4,8%.
Durante o mês em análise, entraram na Região 167,1 mil hóspedes, responsáveis por 873,9 mil dormidas, o que corresponde a variações homólogas de +9,7% e +4,8%, respetivamente.
A hotelaria continuou a concentrar a maior fatia da procura, com 67,2% das dormidas (587 mil), embora tenha registado uma ligeira redução de 0,5%. Em contraciclo, o alojamento local representou 30,8% do total e cresceu 19,5%, enquanto o turismo em espaço rural, com um peso de 2,0%, recuou 4,2%.
Quando excluído o alojamento local com menos de 10 camas, critério utilizado pelo Instituto Nacional de Estatística para efeitos de comparabilidade, o aumento homólogo das dormidas na Região foi mais contido, fixando-se em 0,3%, em linha com a evolução verificada a nível nacional.
A taxa líquida de ocupação-cama situou-se nos 61,1%, menos 1,7 pontos percentuais do que em fevereiro de 2025, enquanto a taxa de ocupação-quarto atingiu 69,9%, também abaixo dos 72,8% observados no período homólogo. A estada média fixou-se nas 4,70 noites, ligeiramente inferior às 4,88 noites registadas um ano antes. O alojamento local apresentou a permanência média mais elevada (4,74 noites), seguido da hotelaria (4,72 noites), ao passo que o turismo rural registou a duração mais curta, com 3,64 noites.
No acumulado de janeiro e fevereiro, o alojamento turístico da Madeira recebeu 303,4 mil hóspedes, mais 6,3% em termos homólogos. No mesmo período, as dormidas ultrapassaram 1,6 milhões, refletindo um aumento de 2,2%.
Os dez principais mercados emissores representaram 81,3% do total de dormidas em fevereiro. O Reino Unido manteve a liderança, com 19,4% do total (+1,3%), seguido da Alemanha, com 19,2% (+3,9%), e do mercado nacional, que atingiu 16,6% e registou um crescimento significativo de 18,3%. O mercado polaco ocupou a quarta posição (8,7%), apesar de uma quebra de 11,2%, seguindo-se os Países Baixos e a França, ambos com 4,1% do total.
Em termos financeiros, os proveitos totais ascenderam a 55,4 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento atingiram 39,0 milhões de euros, traduzindo aumentos homólogos de 12,7% e 11,3%, respetivamente. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, as receitas totais somaram 108,9 milhões de euros e as de aposento 75,4 milhões, com crescimentos de 9,5% e 8,5%.
O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se em 76,65 euros em fevereiro, mais 6,3% face ao ano anterior. Já o preço médio por quarto ocupado (ADR) subiu 10,7%, passando de 99,00 euros para 109,58 euros. Entre janeiro e fevereiro, o RevPAR atingiu 71,18 euros e o ADR 110,10 euros no conjunto do alojamento turístico, confirmando a tendência de valorização das receitas no setor.