A taxa de juro implícita no crédito à habitação na Região Autónoma da Madeira fixou-se nos 3,133% em março, registando um aumento de 0,017 pontos percentuais face ao mês anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.
Este acréscimo, conforme salienta a Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), interrompe um período de 25 meses consecutivos marcado por descidas ou estabilização da taxa. Ainda assim, em termos homólogos, verifica-se uma redução significativa, tendo em conta que em março de 2025 a taxa se situava nos 3,818%.
Também o valor médio da prestação vencida dos contratos de crédito à habitação registou um aumento mensal, subindo cinco euros, para 396 euros. Deste montante, 184 euros correspondem a juros — mais dois euros do que no mês anterior — e 212 euros dizem respeito à amortização de capital, que cresceu três euros. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a prestação média era de 403 euros, observa-se uma diminuição, acrescenta a DREM..
O capital médio em dívida voltou igualmente a aumentar na Região, atingindo os 71.379 euros em março, face aos 70.878 euros registados em fevereiro. Um ano antes, este valor situava-se nos 67.532 euros.
No plano nacional, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se nos 3,088%, mais 0,009 pontos percentuais do que no mês anterior. A prestação média subiu para 402 euros, enquanto o capital médio em dívida aumentou para 77.078 euros.
Quanto à estrutura da prestação a nível nacional, os juros ascenderam a 196 euros, mais dois euros face ao mês anterior, e o valor amortizado fixou-se nos 206 euros, refletindo um acréscimo de três euros.