O Conselho Consultivo da Economia, constituído por as mais diversas entidades do setor, reuniu-se hoje pela primeira vez, tendo diversos pontos em agenda, com grande foco para a crise energética internacional e os seus impactos na economia Regional.
Este Conselho, frise-se, propõe-se ser um órgão de aconselhamento à Secretaria Regional da Economia, com o seu tutelar, José Manuel Rodrigues, a exaltar, logo de entrada, que “acho que cada vez mais é importante que os governos e decisores políticos ouçam os parceiros sociais, as associações empresariais e a sociedade civil”, para que, em função dessa auscultação, “possam depois tomar as melhores decisões em benefício da população”, relevando ser esse o principal objetivo.
Relativamente ao conteúdo dos trabalhos, “obviamente que não deixamos de abordar não as questões estruturais da Região o que tem a ver com a nossa densidade populacional, com o isolamento ultraperiferia, o envelhecimento da população, a nossa dependência excessiva do turismo, a falta de escala dos nossos mercados, a própria burocracia que existe em termos de administração pública”.
No Salão Nobre do Governo Regional, o secretário regional reforçou, ainda à comunicação social que “nos preocupamos sobretudo, com as questões conjunturais, e essas têm a ver, quer com a guerra na Ucrânia, quer com o recente conflito no Médio Oriente”.
Dito isto, garante, “nós estamos a trabalhar em dois cenários. Um cenário em que haverá um conflito prolongado, com impacto muito grande na economia regional, designadamente no turismo, mas que terá repercussões noutros setores económicos e na vida das populações”, manifestando a esperança de “afastar este cenário de conflito prolongado no Médio Oriente, que teria repercussões, como disse, gravíssimas na nossa vida económica”
A outra versão, dentro daquilo que se vai assistindo, é mais animadora. Ou seja, o Governo conforme diz José Manuel Rodrigues, trabalha também num cenário “de conflito temporário transitório, em que há realmente um preço dos combustíveis a subir, uma crise energética, um aumento da taxa de inflação e do custo de vida a que estamos a assistir, mas que será temporário e cingido ao ano 2026”.
De qualquer forma, o Governo Regional, “tomou um conjunto de medidas para mitigar, para reduzir o impacto desta crise energética, do aumento dos preços dos combustíveis, quer na vida das empresas, quer na vida das famílias. É isso que vamos continuar a fazer, com controle administrativo dos preços dos combustíveis, mas tendo em consideração que vivemos tempos de instabilidade, imprevisibilidade e incerteza”, disse José Manuel Rodrigues, explanando esse conjunto de medidas, que são já do domínio público.