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Economia portuguesa cresce 7,1% no 2.º trimestre

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Data de publicação
31 Agosto 2022
12:09

O Produto Interno Bruto (PIB) português registou um crescimento de 7,1% no segundo trimestre face ao mesmo período de 2021 e uma variação nula relativamente ao primeiro trimestre, avançou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os números hoje conhecidos reveem em alta estimativa rápida divulgada a 29 de julho pelo INE e que apontava para um crescimento do PIB no segundo trimestre para 6,9% em termos homólogos e para uma contração em cadeia de 0,2%.

Segundo o INE, estas estimativas preliminares para o segundo trimestre de 2022 refletem, na comparação homóloga, "em parte um efeito de base, dado que no primeiro trimestre de 2021 estiveram em vigor várias medidas de combate à pandemia que condicionaram a atividade económica".

As estimativas preliminares hoje avançadas "apontam para uma variação homóloga do PIB de 7,1% em termos reais no segundo trimestre de 2022, verificando-se uma revisão em alta de 0,2 pontos percentuais face ao apurado na estimativa rápida, que compara com taxas de 11,8% no trimestre anterior e de 16,5% no segundo trimestre de 2021".

O instituto nota que "a desaceleração do PIB em termos homólogos reflete em parte um efeito de base, dado que no primeiro trimestre de 2021 estiveram em vigor várias medidas de combate à pandemia que condicionaram a atividade económica".

Em termos nominais, o PIB registou um crescimento homólogo de 11,1% (12,5% no trimestre precedente e 15,5% no segundo trimestre de 2021). O deflator implícito do PIB "acelerou significativamente" no segundo trimestre, para uma taxa de variação homóloga de 3,7% (0,7% no trimestre anterior).

Segundo o INE, o contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB "diminuiu no segundo trimestre, passando de 10,0 pontos percentuais para 3,7 pontos percentuais, verificando-se um crescimento menos acentuado do consumo privado e do investimento".

Já o contributo positivo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB aumentou para 3,5 pontos percentuais (1,7 pontos percentuais no trimestre anterior), "em resultado da aceleração mais acentuada das exportações de bens e serviços que a das importações de bens e serviços"

"No segundo trimestre, os preços implícitos nos fluxos de comércio internacional aumentaram significativamente, tendo-se registado uma maior aceleração nas exportações devido às componentes de serviços, determinando uma perda menos intensa dos termos de troca que no trimestre anterior", refere o INE.

De acordo com o instituto, "o efeito da evolução dos termos de troca conjugado com o comportamento positivo em volume resultaram numa melhoria do saldo externo de bens e serviços em termos nominais, situando-se em -2,2% do PIB (-3,6% do PIB no primeiro trimestre)".

Numa análise por componentes da procura interna, em termos reais, destaca-se no segundo trimestre a desaceleração do consumo privado (inclui as Instituições Sem Fim Lucrativo ao Serviço das Famílias), para uma variação homóloga de 4,2% (12,2% no trimestre anterior).

Já o consumo público aumentou 1,4% em termos homólogos, menos 3,4 pontos percentuais do que no trimestre anterior, e o investimento abrandou, passando de um crescimento de 6,4% no primeiro trimestre para 3,3%.

De abril a junho, o contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB aumentou para 3,5 pontos percentuais, face aos 1,7 pontos percentuais do trimestre precedente.

As exportações de bens e serviços em volume registaram uma "aceleração mais acentuada" do que a verificada nas importações de bens e serviços, passando de uma variação homóloga de 18,6% no primeiro trimestre para 26,8%, enquanto as importações de bens e serviços aumentaram 16,4% no segundo trimestre, após uma taxa de 13,4% no trimestre anterior.

Comparando com o trimestre anterior, o PIB registou uma taxa de variação nula em termos reais no segundo trimestre de 2022, verificando-se uma revisão em alta de 0,2 pontos percentuais face ao apurado na estimativa rápida (crescimento de 2,5% no trimestre anterior).

O contributo da procura interna para a taxa de variação em cadeia do PIB foi de -1,1 pontos percentuais (+2,1 pontos percentuais no primeiro trimestre), enquanto o contributo positivo da procura externa líquida aumentou, passando de 0,4 pontos percentuais para 1,1 pontos percentuais, "refletindo o crescimento em cadeia mais acentuado das exportações de bens e serviços que o das importações de bens e serviços".

Também face ao primeiro trimestre, as exportações totais aumentaram 4,7% em termos reais (variação em cadeia de 2,0% no trimestre anterior), tendo a componente de bens registado uma variação de 5,0% e a de serviços, 4,2% (taxas de 0,6% e 4,9% no primeiro trimestre, respetivamente).

Já as importações totais registaram uma variação em cadeia de 2,2% no segundo trimestre (1,0% no primeiro trimestre), com um aumento de 0,6% da componente de bens e de 11,3% da componente de serviços (taxas de 4,2% e -14,0% no primeiro trimestre, respetivamente).

O investimento em volume registou um crescimento homólogo de 3,3% no segundo trimestre, o que traduz um abrandamento face ao trimestre anterior (variação de 6,4%).

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) total desacelerou para um crescimento homólogo de 1,5% (6,0% no primeiro trimestre), enquanto a Variação de Existências passou de um contributo para a variação homóloga do PIB de 0,1 pontos percentuais no primeiro trimestre de 2022 para um contributo de 0,3 pontos percentuais no segundo trimestre.

No segundo trimestre, verificou-se uma diminuição em termos reais da FBCF em construção, enquanto a FBCF em equipamento de transporte, em outras máquinas e equipamentos e em produtos de propriedade intelectual desaceleraram.

Em termos reais, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) a preços base registou uma variação homóloga de 7,5% (9,6% no trimestre anterior e 14,8% no segundo trimestre de 2021). O VAB do comércio e reparação de veículos e alojamento aumentou 19,9% e o das outras atividades e serviços 7,2%

De abril a junho, o emprego aumentou 1,8% em termos homólogos, após uma variação de 4,4% no trimestre anterior e de 4,2% no segundo trimestre de 2021, tendo a produtividade (rácio entre o PIB em volume e número de pessoas empregadas) subido 5,2% em termos homólogos.

Por sua vez, a produtividade medida com base no número de horas trabalhadas registou uma variação homóloga de 7,9%, após um crescimento de 0,2% no primeiro trimestre (-9,5% no segundo trimestre de 2021).

Lusa

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