O guarda-redes do Saragoça Esteban Andrada agrediu o capitão do Huesca, Jorge Pulido, com um soco na cara, após ser expulso nos descontos do jogo da 37.ª jornada da Segunda Liga espanhola de futebol.
A agressão ocorreu na noite de domingo, no momento em que o guarda-redes argentino viu o cartão vermelho após empurrar Pulido, gerando confusão entre jogadores das duas equipas e obrigando à intervenção rápida da equipa de arbitragem.
Num vídeo publicado pelo Saragoça na rede social X, Andrada assumiu total responsabilidade pela agressão a Pulido.
“Lamento muito o que aconteceu. Não é uma boa imagem para o clube, para as pessoas e, ainda por cima, para um profissional como eu. (...) Peço desculpa ao Jorge Pulido porque somos colegas. Sinceramente, foi um ato meu que me desconcentrou naquele momento”, disse.
Andrada recordou que episódios deste tipo não fazem parte do seu percurso enquanto futebolista.
“Ao longo da minha carreira só tive uma expulsão, e foi por tocar a bola com a mão fora da área. Foi uma situação extrema, saí do contexto e reagi daquela maneira”, lamentou.
O argentino afirmou ainda estar preparado para enfrentar qualquer decisão disciplinar.
“Estou aqui para as consequências que a Liga me der. Se quiserem que eu vá dar explicações, estou disponível”, vincou.
O incidente motivou comunicados de condenação de Saragoça e Huesca, ambos a lamentar o sucedido e a reforçar os valores de respeito e desportivismo que pretendem ver representados no dérbi aragonês.
O Saragoça lamentou o sucedido e escreveu estas ações “não representam” o clube, “que ao longo da sua história se caracterizaram pelo seu espírito desportivo, coragem e respeito pelo adversário”.
“Somos modelos e exemplos para muitos adeptos, principalmente crianças, que nos apoiam em todos os jogos e ambicionam um dia tornarem-se um dos seus ídolos”, lembra, acrescentando que “estas lamentáveis imagens jamais deveriam ter sido vistas”, realçou.
Quanto ao futuro de Andrada, o clube garantiu que irá “analisar os acontecimentos e tomar as medidas disciplinares adequadas”, sem especificar que tipo de sanção poderá ser aplicada ao guarda-redes argentino.
Também o Huesca sublinhou que os acontecimentos “são incompatíveis com os valores do desporto e os princípios defendidos” pelo clube, reforçando que comportamentos desta natureza “não têm lugar no futebol” e estão “muito longe do respeito e do espírito desportivo que devem prevalecer na competição”.
O Huesca assinalou ainda que aceita o pedido de desculpas apresentado pelo Saragoça, considerando que o incidente “não deve ofuscar a importância” do jogo, “um confronto particularmente relevante para o futebol aragonês entre as suas duas principais equipas”.
“O Huesca reafirma o seu compromisso em manter uma relação cordial, amigável e respeitadora com o Saragoça, condizente com a grandeza de ambos os clubes no futebol aragonês”, acrescentou.
O dérbi terminou com triunfo do Huesca, que venceu o Saragoça por 1-0, agravando a situação do rival na luta pela permanência.
Com este resultado, o Saragoça mantém-se em zona de despromoção, no 21.º lugar com 35 pontos, enquanto o Huesca sobe ao 19.º posto com 36 pontos.
A cinco jornadas do fim, as duas equipas continuam sob forte pressão, separadas por apenas um ponto e ainda longe da linha de salvação, num cenário cada vez mais apertado na cauda da classificação.