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Romance com o Reid’s Palace como cenário vence Prémio Literário Edmundo Bettencourt

Data de publicação
09 Janeiro 2026
15:42

A obra ‘Mar de Vozes’, da autoria de Susana Teresa Laranjinho Nunes, engenheira informática natural de Lisboa, venceu a mais recente edição do Prémio Literário Edmundo Bettencourt, numa cerimónia realizada esta sexta-feira, no Salão Nobre da Câmara Municipal do Funchal (CMF).

Instituído pela CMF para promover a criação literária em língua portuguesa e homenagear o escritor madeirense Edmundo Bettencourt, o prémio recebeu nesta edição, dedicada à Prosa, um total de 124 propostas provenientes de vários países do espaço lusófono.

O júri, presidido por Teresa Nascimento, destacou a elevada qualidade estética e literária do romance vencedor, sublinhando a forma como cruza memória, história e imaginação. Foram ainda atribuídas duas Menções Honrosas, sem ordem de prioridade, às obras ‘Memórias de uma Mesa’, de Vítor Pereira, e ‘O Legado do Barão’, de Nicolau Gouveia.

Durante a sessão, o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Jorge Carvalho, felicitou a autora premiada e agradeceu ao júri pelo “trabalho exigente e rigoroso” na análise das obras a concurso, salientando a vitalidade e projeção crescente do prémio.

Reativado em 2021 após cerca de uma década de interregno, o Prémio Literário Edmundo Bettencourt tem um valor monetário de 5.000 euros e inclui a publicação da obra vencedora. ‘Mar de Vozes’, conforme anunciou o autarca, será apresentado e estará disponível ao público na próxima Feira do Livro do Funchal, que decorre de 20 a 29 de março.

Este romance ficcional atravessa mais de um século de história, tendo como cenário central o Reid’s Palace Hotel, na ilha da Madeira. A narrativa constrói-se a partir de um caderno secreto iniciado em 1891, no dia da inauguração do hotel, onde diferentes mulheres deixam os seus testemunhos, formando “um arquipélago de vozes que questiona o que permanece quando a História apaga os nomes.”Entre figuras históricas e vozes anónimas, como Elisabeth da Áustria, Clementine Churchill, Amália Rodrigues, empregadas do hotel ou médicas em tempos de pandemia, a obra constrói “um espaço de confidência, escuta e solidariedade feminina, atravessando gerações e contextos sociais distintos”.

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